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Japão inicia missão histórica para coletar amostras de lua de Marte

Sonda MMX decolou com sucesso rumo ao satélite Fobos em uma jornada que deve durar cinco anos até o retorno ao nosso planeta.

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Japão lança foguete para missão que pode ser a primeira a coletar amostras de lua de Marte

O setor aeroespacial japonês atingiu um marco histórico com o envio de uma sonda não tripulada destinada a coletar material inédito em uma das luas de Marte. Se a operação for bem-sucedida, será a primeira vez que amostras de um satélite marciano serão trazidas à Terra para estudos laboratoriais detalhados.

A jornada da sonda MMX

O foguete H3 partiu do Centro Espacial de Tanegashima nesta segunda-feira (19), às 16h41 no horário de Brasília, marcando o início da expedição. A missão, denominada Martian Moons eXploration (MMX), foi transmitida pela Agência de Exploração Aeroespacial do Japão (JAXA) e tem duração total estimada em cinco anos. A expectativa é que a nave alcance as proximidades do Planeta Vermelho dentro de um ano.

Foco em Fobos

O objetivo prioritário da sonda é Fobos, a maior das luas marcianas. Após entrar em órbita, o equipamento realizará uma observação minuciosa do corpo celeste antes de executar a manobra de coleta de solo. O trajeto de volta para casa exigirá mais um ano de viagem, trazendo materiais que podem esclarecer a formação das luas e a evolução do Sistema Solar.

Por que Fobos e não Marte?

A escolha por Fobos em vez da superfície marciana é estratégica para a JAXA. A agência destaca que a complexidade de pousar diretamente em Marte e retornar com amostras é imensa devido à gravidade do planeta. Como Fobos é um corpo menor e menos alterado ao longo do tempo, ele funciona como um registro preservado daquela região espacial.

O mistério das luas marcianas

A origem de Fobos e Deimos ainda divide astrônomos. Existem duas teorias principais: a primeira defende que elas se formaram a partir de destroços de um grande impacto contra Marte, enquanto a segunda sugere que são asteroides capturados pela gravidade do planeta. O retorno da sonda MMX com amostras reais será o divisor de águas necessário para confirmar qual dessas hipóteses está correta.

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