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Soja em queda no Brasil: entenda o impacto de Chicago e do dólar

Mercado interno registra ritmo lento de negócios enquanto produtores evitam vendas diante da desvalorização dos preços no cenário global.

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Soja cai em Chicago e dólar recua; preços no Brasil acompanham pressão? Confira!

O mercado brasileiro de soja iniciou a semana sob forte pressão, com preços em trajetória de queda nesta segunda-feira (19). O cenário foi impulsionado pelo desempenho negativo na Bolsa de Chicago e pela desvalorização do dólar frente ao real, fatores que desestimularam as negociações no mercado físico nacional.

Desempenho no mercado físico

A comercialização interna segue travada, com raros negócios sendo realizados apenas para entregas imediatas e pagamentos programados para janeiro. De modo geral, os agricultores mantêm uma postura de cautela, optando por não vender o produto nos atuais patamares de preço.

O analista Rafael Silveira, da Safras & Mercado, explica que o cenário atual desfavorece o produtor. “Os prêmios não compensaram as quedas em Chicago e no dólar, e tivemos recuos nas ofertas dos compradores no físico”, observa Silveira. Segundo o especialista, a tendência é de que os produtores continuem afastados das mesas de negociação.

Variação de preços regionais

O impacto da desvalorização foi sentido de forma desigual pelo país. Enquanto algumas praças gaúchas registraram leves altas, a maioria das regiões produtoras observou recuos:

Passo Fundo (RS): R$ 147,00 Santa Rosa (RS): R$ 148,00 Cascavel (PR): R$ 142,00 Rondonópolis (MT): R$ 140,00 Dourados (MS): R$ 138,00 Rio Verde (GO): R$ 138,00 Paranaguá (PR): R$ 153,00 Rio Grande (RS): R$ 154,00

Pressão internacional em Chicago

Na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT), a soja acumulou sua sexta sessão consecutiva de perdas. O avanço da colheita nos Estados Unidos e as previsões climáticas favoráveis para o cinturão produtor americano seguem pressionando as cotações. Mesmo com o anúncio de vendas significativas para a China e outros destinos, o mercado não reagiu, com fundos e especuladores mantendo a liquidação de posições.

Os contratos com vencimento em novembro fecharam a US$ 12,53 1/2 por bushel, uma queda de 0,61%. Paralelamente, o dólar comercial terminou o dia cotado a R$ 5,0468, registrando uma baixa de 0,51%, o que limitou ainda mais a competitividade das ofertas no Brasil. O setor segue atento aos próximos relatórios de exportação e ao comportamento da moeda americana.

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