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Santa Catarina decreta emergência zoossanitária por Doença de Newcastle

Medida do governo federal visa conter foco em granja de perus e evitar a propagação da enfermidade viral no setor avícola do estado.

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Emergência zoossanitária é declarada em 4 municípios de SC por foco de Newcastle

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) oficializou, nesta segunda-feira (19), a declaração de emergência zoossanitária em quatro municípios de Santa Catarina. A decisão, publicada em edição extra do Diário Oficial da União (DOU), responde à confirmação de um foco da Doença de Newcastle (DNC) em uma propriedade comercial que aloja perus. A portaria tem vigência de 60 dias.

Áreas afetadas e medidas de controle

A medida abrange os municípios de Nova Itaberaba, Águas Frias, Coronel Freitas e Nova Erechim. O governo federal classifica a ação como o nível mais alto de alerta sanitário, facilitando a articulação entre órgãos e a agilidade no combate ao vírus. O foco foi detectado em um criadouro que mantinha 6 mil aves. Conforme estabelecido pelo Plano de Contingência de Influenza Aviária e Doença de Newcastle, o serviço veterinário oficial iniciou o bloqueio sanitário imediato, restringindo o trânsito de animais na região.

Diagnóstico e procedimentos sanitários

O diagnóstico foi confirmado pelo Laboratório Federal de Defesa Agropecuária de São Paulo (LFDA-SP), que detém reconhecimento internacional pela Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA). Seguindo os protocolos de biosseguridade, a granja foi interditada e as aves serão eliminadas para evitar a disseminação da enfermidade. A Doença de Newcastle é caracterizada como uma virose de alta contagiosidade, com potencial para afetar tanto aves silvestres quanto domésticas, apresentando sintomas nervosos e respiratórios. Vale ressaltar que a enfermidade é de notificação obrigatória à OMSA.

Segurança no consumo e histórico

Apesar do cenário de emergência, as autoridades reforçam que o consumo de produtos avícolas que passam pelo crivo do Serviço Veterinário Oficial (SVO) continua seguro e não apresenta riscos à saúde da população. Este episódio marca o segundo registro da doença em granjas comerciais no país. O caso anterior foi reportado em 17 de julho de 2024, em Anta Gorda, no Rio Grande do Sul, onde a situação foi controlada e o foco encerrado em 25 de julho do mesmo ano.

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