–:–:–
Conecte-se conosco

Preço da soja hoje: plantio trava mercado e Chicago recua

Enquanto produtores brasileiros focam na nova safra, o cenário internacional é pressionado pela colheita nos EUA e variação do dólar.

1 visualizações
Plantio de soja é foco do produtor brasileiro; mercado apresenta reação? Confira os preços de hoje

O mercado brasileiro de soja manteve um ritmo lento nesta quarta-feira (14), caracterizado por baixa liquidez e variações pontuais e modestas nas cotações. A atenção dos agricultores está totalmente voltada para o campo, priorizando as atividades de semeadura da safra 2024/2025, o que tem mantido o volume de negócios em patamares reduzidos.

O impacto do plantio na comercialização

Conforme explica o analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, a ausência de vendedores é o principal fator para a calmaria nas praças nacionais. “O foco está totalmente no plantio da safra nova, com o produtor praticamente fora do mercado”, observa Silveira. O especialista ressalta ainda que, até o momento, não foram concretizadas negociações envolvendo a nova safra, refletindo a postura cautelosa do setor.

Panorama das cotações no Brasil

Apesar da estagnação, algumas praças registraram ajustes positivos. Em Passo Fundo (RS), o preço subiu para R$ 147,50, e em Santa Rosa (RS), para R$ 148,50. Em Dourados (MS), a saca atingiu R$ 140,50, enquanto em Rio Grande (RS) chegou a R$ 156,50. Em contrapartida, os preços permaneceram estáveis em Cascavel (PR) a R$ 144,50, Rondonópolis (MT) a R$ 142,00, Rio Verde (GO) a R$ 140,00 e Paranaguá (PR) a R$ 155,50.

Cenário externo e Bolsa de Chicago

Na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT), os contratos futuros encerraram o dia em terreno negativo. A pressão sobre os preços veio da evolução da colheita norte-americana e da valorização do dólar, que impacta a competitividade da soja dos Estados Unidos no mercado global. Dados do USDA indicam que 46% da área já foi colhida, com 57% das lavouras em condições boas ou excelentes.

Demanda chinesa e câmbio

O mercado observou com atenção a movimentação da China, que adquiriu 470 mil toneladas de soja dos EUA para a temporada 2026/27. Este movimento de compra estatal, após um período de pausa, trouxe novas dinâmicas ao setor. Paralelamente, o dólar comercial encerrou o dia cotado a R$ 5,0301, registrando uma alta de 0,14%.

Com o mercado global lidando com a oferta crescente da colheita americana e o Brasil concentrado na implantação da safra, a tendência é de que a liquidez permaneça restrita nos próximos dias, enquanto os agentes aguardam maior clareza sobre o desenvolvimento climático e o fluxo de exportações.

Mais em Economia

Ver tudo →