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Seca em Roraima: Rio Branco atinge nível crítico e afeta lavouras

Previsões meteorológicas indicam temperaturas de até 40ºC e chuvas escassas na região para o próximo mês, agravando o cenário de estiagem.

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Seca em Roraima reduz nível dos rios e compromete plantações

A estiagem prolongada que assola Roraima atingiu um patamar preocupante, provocando a queda drástica do nível dos cursos d’água e severos prejuízos à produção agrícola estadual. O rio Branco, principal fonte hídrica da região, opera hoje com menos de 80 cm de profundidade, uma marca que supera em mais de um metro a baixa registrada em 2025. O cenário afeta diretamente tanto o agronegócio quanto a agricultura familiar, que contabilizam perdas expressivas em diversas culturas.

Impactos severos na produção agrícola

O setor produtivo enfrenta um momento delicado, marcado por perdas de lavouras inteiras de soja em todo o estado. Embora grandes produtores sofram com a escassez, os pequenos produtores rurais são os mais afetados pela falta de água para irrigação e manejo. A situação é agravada pela queda acentuada nas chuvas observada nos últimos meses, que não tem sido suficiente para suprir as demandas básicas do campo.

Nível do rio Branco em alerta

Dados da Agência Nacional de Águas apontam que o volume do rio Branco, na altura de Boa Vista, está muito abaixo da média histórica esperada para o período. A situação atual é alarmante, com a linha azul representando o nível atual do rio, que se aproxima do mínimo histórico registrado em fevereiro de 2016.

Previsões climáticas e perspectivas

O prognóstico para os próximos 30 dias não é otimista, com a estimativa de precipitações entre apenas 10 a 15 mm. Além da escassez hídrica, os termômetros devem registrar picos de até 40ºC, intensificando a evaporação e o estresse térmico nas plantações. A expectativa é que o retorno das chuvas com volume expressivo ocorra apenas no próximo ano, prolongando os efeitos negativos da estiagem.

Desequilíbrio climático nacional

Enquanto Roraima lida com o rigor da seca, o Brasil vive um cenário de contrastes climáticos. Diferente do Norte, outras regiões, como o Sul do Brasil, se preparam para a chegada de um ciclone que deve trazer chuvas intensas, com acumulados de até 150 mm em curto período. Essa discrepância climática ressalta os desafios enfrentados por diferentes áreas do país, que lidam com extremos meteorológicos distintos simultaneamente.

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