O fenômeno El Niño segue ganhando força e tem potencial para se tornar um dos mais potentes registrados desde 1950, de acordo com levantamentos recentes da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA).
Aquecimento recorde no Pacífico equatorial
As medições apontam que as anomalias térmicas na superfície do mar ultrapassaram a marca de 4 °C em setores específicos do Pacífico equatorial oriental. O índice Niño-3.4 alcançou +2,1 °C, ao passo que o Niño-3 atingiu +3,0 °C e a região Niño-1+2 registrou +3,9 °C.
Indicadores subsuperficiais e atmosfera
O reforço do fenômeno é sustentado por condições oceânicas profundas, onde as temperaturas superam em mais de 10 °C a média histórica. Além disso, alterações nos ventos e na precipitação evidenciam que o oceano e a atmosfera operam de maneira integrada para impulsionar o padrão climático.
Probabilidade de intensidade extrema
As projeções estatísticas indicam chances expressivas de que o evento supere marcas históricas anteriores, com estimativas de 54% entre setembro e novembro, saltando para 83% no trimestre de outubro a dezembro e alcançando 70% entre novembro e janeiro.
Impactos no campo e na agricultura
Apesar da grande magnitude esperada, especialistas lembram que a força do fenômeno por si só não dita o comportamento exato do clima em cada localidade. Fatores como a distribuição pluviométrica e sistemas meteorológicos de menor escala pesam diretamente sobre os resultados.
Para a safra 2026/27 de soja, a atenção se volta para eventuais oscilações no regime de chuvas e temperaturas, embora os impactos definitivos ainda dependam de múltiplos fatores regionais. A próxima Discussão de Diagnóstico do ENSO da NOAA está agendada para 12 de novembro de 2026.








