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El Niño histórico: Pacífico 4°C mais quente e alerta

Agência norte-americana aponta probabilidade superior a 83% para evento climático extremo até o início de 2027.

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El Niño ‘explosivo’ pode ser um dos mais potentes desde 1950, com Pacífico até 4°C acima da média

O fenômeno El Niño segue ganhando força e tem potencial para se tornar um dos mais potentes registrados desde 1950, de acordo com levantamentos recentes da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA).

Aquecimento recorde no Pacífico equatorial

As medições apontam que as anomalias térmicas na superfície do mar ultrapassaram a marca de 4 °C em setores específicos do Pacífico equatorial oriental. O índice Niño-3.4 alcançou +2,1 °C, ao passo que o Niño-3 atingiu +3,0 °C e a região Niño-1+2 registrou +3,9 °C.

Indicadores subsuperficiais e atmosfera

O reforço do fenômeno é sustentado por condições oceânicas profundas, onde as temperaturas superam em mais de 10 °C a média histórica. Além disso, alterações nos ventos e na precipitação evidenciam que o oceano e a atmosfera operam de maneira integrada para impulsionar o padrão climático.

Probabilidade de intensidade extrema

As projeções estatísticas indicam chances expressivas de que o evento supere marcas históricas anteriores, com estimativas de 54% entre setembro e novembro, saltando para 83% no trimestre de outubro a dezembro e alcançando 70% entre novembro e janeiro.

Impactos no campo e na agricultura

Apesar da grande magnitude esperada, especialistas lembram que a força do fenômeno por si só não dita o comportamento exato do clima em cada localidade. Fatores como a distribuição pluviométrica e sistemas meteorológicos de menor escala pesam diretamente sobre os resultados.

Para a safra 2026/27 de soja, a atenção se volta para eventuais oscilações no regime de chuvas e temperaturas, embora os impactos definitivos ainda dependam de múltiplos fatores regionais. A próxima Discussão de Diagnóstico do ENSO da NOAA está agendada para 12 de novembro de 2026.

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