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Flávio Bolsonaro lidera pesquisas e tem 82% de chance em 2026

Estudo aponta vantagem sobre Lula, mas alerta que cenário eleitoral ainda pode mudar até o segundo turno em outubro.

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Flávio Bolsonaro lidera 12 de 13 pesquisas e tem 82% de chance de vitória, aponta estudo

O candidato Flávio Bolsonaro (PL) está à frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em 12 dos 13 levantamentos nacionais divulgados após o primeiro turno das eleições presidenciais de 2026. Com base na média das pesquisas, o político do PL registra 51,8% dos votos válidos, conforme levantamento divulgado nesta quinta-feira (15).

Metodologia e institutos avaliados A análise da Opinião Inteligência Política consolida dados de 11 institutos devidamente registrados no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), englobando entrevistas realizadas entre os dias 3 e 15 de outubro.

Além da média simples, a consultoria desenvolveu uma projeção estatística incorporando histórico de pleitos anteriores e estimativas de migração de votos até o segundo turno, agendado para 25 de outubro. Nesse panorama ajustado, o candidato do PL alcança 52,3% dos votos válidos, acumulando 82% de probabilidade de vitória, ao passo que o atual presidente detém 18% de chance de triunfo. Os especialistas ressaltam que os números refletem simulações estatísticas e não o resultado oficial das urnas.

Fatores decisivos para o segundo turno Para Alexandre Garcia, CEO da Opinião Inteligência Política, três movimentos podem mudar o segundo turno até 25 de outubro.

“O primeiro é a aprovação do governo. As pesquisas com campo a partir de 17/10 vão dizer se a alta se confirma. O segundo é o destino de quem votou em Augusto Cury, Renan Santos e Ronaldo Caiado no 1º turno. O terceiro é o eleitor de ensino médio que ganha de 2 a 5 salários mínimos. Ali, a rejeição de Lula salta para 57%, contra 41% entre quem ganha até 2 salários. Se houver virada, ela passa por esse eleitor, que é o trabalhador com carteira assinada”, explica Garcia.

Variações nas modalidades de pesquisa A média dos levantamentos sofreu oscilação negativa nos últimos dias, recuando de 52,2% em 11 de outubro para 51,8% em 15 de outubro, menor patamar da série iniciada no dia 8. Os dados mais recentes da Palver (50,5%), Indexa/Broadcast (51,2%) e Datafolha (51,1%) puxaram o índice para baixo. Apenas o instituto Vox Brasil apontou vantagem favorável a Lula na série analisada.

O estudo detalha ainda que levantamentos presenciais conduzidos por Vox Brasil, Datafolha e Quaest apontam uma disputa mais acirrada, com média de 50,4% para o candidato do PL. Por outro lado, pesquisas telefônicas com atendentes elevam o índice para 52,6%.

Aprovação governamental e índices de rejeição A avaliação do governo federal aparece correlacionada aos índices eleitorais, com 47,3% de aprovação média entre os entrevistados, patamar muito próximo dos 48,1% de votos válidos destinados a Lula. Em termos de rejeição, 48,7% afirmam que não votariam no petista, enquanto 46% rejeitam o representante do PL. Em institutos como a Quaest, a rejeição a Flávio atinge 54%, embora ele ainda mantenha a liderança na preferência do eleitorado.

O papel do calendário eleitoral O modelo preditivo demonstra que, para haver paridade estatística entre os concorrentes, a média de Flávio Bolsonaro precisaria recuar para 49,5%. Novas rodadas de consultas públicas trarão atualizações cruciais para a reta final da campanha.

“Devemos ficar de olho no calendário. Ipespe e Verità saem em 17 de outubro. PoderData, DataTrends e AtlasIntel, em 19 e 20. São as primeiras com campo depois da aprovação do fim da escala 6×1 no Senado e do início do pagamento do Bolsa Família reajustado, e vão dizer se a alta da aprovação que só o PoderData mediu aparece em outros institutos”, frisa Alexandre Garcia.

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