Com a alta probabilidade de um El Niño muito forte entre outubro e dezembro, a safra de soja 2026/27 exigirá preparo redobrado dos agricultores para blindar o potencial produtivo das lavouras contra eventos climáticos extremos.
Os impactos do fenômeno climático nas lavouras
O boletim conjunto do Inmet, Inpe e outros órgãos federais indica 95% de chance de intensificação do fenômeno, o que pode elevar as temperaturas em fases sensíveis como o florescimento e o enchimento de grãos. Além disso, o clima trará chuvas excessivas no Sul e precipitações irregulares no Centro-Oeste e no Norte, elevando o risco de veranicos e encharcamentos.
Esse cenário agrava o estresse térmico e hídrico, gerando desequilíbrios fisiológicos, raízes limitadas e maior pressão de doenças, além de ameaças de falhas na germinação e necessidade de replantio no Mato Grosso, Goiás, Tocantins e Matopiba.
“O El Niño não traz novos desafios para o produtor brasileiro. Ele pode intensificar condições que já fazem parte da realidade do campo, como altas temperaturas, períodos de veranico e irregularidade das chuvas. Por isso, a preparação da lavoura se torna ainda mais importante”, explica Diego Pelizari, especialista em desenvolvimento agronômico da Yara.
O papel do solo e das raízes
A estratégia para mitigar os danos deve começar bem antes de a estiagem ou o calor se intensificarem. A Yara aponta que a correção do solo e o equilíbrio nutricional são fundamentais para estimular raízes profundas e eficientes, garantindo que a cultura acesse água e nutrientes em diferentes profundidades.
Soluções para a fisiologia vegetal
Quando submetida a altas temperaturas, a soja sofre alterações metabólicas que prejudicam a retenção de flores e vagens. Para contrabalançar esse processo, a empresa destaca o uso do YaraAmplix BIOTRAC, formulado com macro e micronutrientes voltados ao crescimento e ao pegamento de grãos.
“O YaraAmplix BIOTRAC prepara a planta para enfrentar condições adversas. Ele contribui para que a cultura mantenha seu metabolismo mais equilibrado diante de desafios como calor excessivo e deficiência hídrica, reduzindo perdas de potencial produtivo”, afirma Pelizari.
Na prática, produtores já atestam os benefícios no campo. Em Palotina (PR), o agricultor Enio Moesch relatou ganhos expressivos em sua área:
“Gostei do resultado, pois é um produto fácil de manusear e sem problemas de mistura. Conseguimos um acréscimo de 6 sacas por alqueire. Mesmo em um ano que choveu bem, o produto entregou. Já usamos em anos mais secos e o produto também evitou perdas de produção”, destaca.
Antecipar o planejamento com foco em nutrição, biologia do solo e fisiologia vegetal consolida-se como o caminho mais seguro para atravessar uma safra desafiadora, protegendo a rentabilidade e a produtividade no campo.








