A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) divulgou o posicionamento estratégico do setor produtivo para a 31ª Conferência das Partes (COP 31), marcada para novembro em Antalya, na Turquia. O documento compila oito diretrizes para as negociações internacionais e foi entregue durante encontro das Comissões Nacionais de Meio Ambiente e de Irrigação da instituição, contando com a presença de membros do governo federal e da Embrapa.
Visão do setor para o clima
O vice-presidente da CNA, Muni Lourenço, afirmou que é preciso defender os méritos da agricultura brasileira, que o produtor rural brasileiro preserva e que o agro é parte da solução para o enfrentamento das mudanças climáticas. “O documento de posicionamento da CNA reflete os anseios e pensamentos do agro brasileiro visando contribuir com as negociações da COP 31″.
Implementação do Acordo de Paris
Para a entidade, a cúpula climática deve consolidar avanços práticos na implementação do Acordo de Paris, que completou uma década em 2025. “Depois de anos de definição de metas e compromissos, o desafio é ampliar os resultados no campo, nas cidades e nos diferentes setores da economia”, diz a entidade.
Eixos estratégicos do documento
O plano da CNA foi construído a partir de consultas com produtores, federações estaduais e sindicatos, estruturando-se em oito frentes principais que vão desde a adaptação até o comércio internacional.
Entre as prioridades estão a valorização econômica dos recursos naturais preservados nas propriedades, a garantia de voz própria para a agricultura nas negociações de segurança alimentar e a adoção de metodologias científicas precisas no Balanço Global para medir as emissões da pecuária tropical.
Financiamento e adaptação no campo
O acesso facilitado a recursos financeiros e o barateamento do crédito também figuram como demandas centrais para viabilizar investimentos em tecnologias sustentáveis. Além disso, a entidade defende que os indicadores de adaptação climática considerem a realidade dos produtores e venham acompanhados de suporte técnico e financeiro.
Desafios comerciais e conclusão
As discussões sobre transição justa e comércio internacional completam o leque de propostas, com o objetivo de barrar medidas unilaterais que gerem barreiras injustificadas aos produtos agrícolas brasileiros.
Para a CNA, o desafio na COP 31 será o de transformar metas climáticas em instrumentos que funcionem na prática. “Isso passa por crédito acessível, seguro, pesquisa, assistência técnica, transferência de tecnologia, capacitação, cooperação internacional e condições para que projetos sustentáveis consigam sair do papel”, ressalta a entidade.








