A Associação Brasileira do Alumínio (ABAL) celebrou em 28 de outubro o Dia Nacional do setor, data criada há mais de duas décadas para valorizar uma das cadeias produtivas mais eficientes do país. De acordo com o International Aluminum Institute (IAI), a necessidade mundial pelo metal deve subir 40% até 2030, impulsionada pelas mudanças energéticas na construção, nos transportes e na produção de energia.
Crise internacional e o papel da reciclagem
Para suprir essa expansão, o reaproveitamento contínuo ganha protagonismo, já que o material pode ser reutilizado indefinidamente sem perder qualidade. O mercado internacional enfrenta um forte desequilíbrio entre oferta e demanda, agravado por tarifas comerciais dos Estados Unidos e por conflitos no Golfo Pérsico, área responsável por 10% da produção mundial. Dados da consultoria CRU apontam que o déficit global de alumínio chegou a 647 mil toneladas no segundo trimestre de 2026.
Liderança do Brasil em economia circular
Diante desse cenário restritivo, o país sobressai-se com o reaproveitamento de latas de bebida, que superam 96% de aproveitamento há mais de 15 anos e colocam o território nacional no topo do ranking global. Em 2025, mais da metade de todo o metal consumido internamente veio de processos de reaproveitamento, englobando também resíduos da construção civil, de transportes e de bens duráveis.
Economia de energia e sustentabilidade
O processo garante uma economia de cerca de 95% de eletricidade em comparação à extração primária, impulsionando a descarbonização industrial. “Em um cenário de demanda crescente, déficit de oferta e instabilidade geopolítica, a sucata de alumínio deixa de ser apenas um resíduo e se consolida como insumo estratégico. O Brasil tem uma cadeia de reciclagem eficiente e consolidada, e nosso desafio é garantir que esse diferencial continue sendo competitivo e atenda em primeiro lugar a economia nacional”, afirma Janaina Donas, presidente-executiva da ABAL.









