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Governo Lula e agro: especialista aponta caminhos

Entenda como a relação entre o Palácio do Planalto e o setor produtivo pode destravar soluções para o crédito rural.

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Diálogo com Lula exige propostas concretas do agro, diz Ademiro Vian

O mercado agropecuário projeta a manutenção da mesma estrutura ministerial na agricultura para um eventual quarto mandato de Luiz Inácio Lula da Silva, mantendo pastas como o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e o Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA) no comando do setor.

Perspectivas para a agropecuária

A avaliação é do especialista em finanças do agronegócio Ademiro Vian, que enxerga sinais de uma gestão mais aberta à conversação após pronunciamento recente do chefe do Executivo. A postura dialoguista é apontada como essencial para destravar entraves históricos do campo, a exemplo do endividamento dos produtores, das linhas de financiamento para as próximas safras, da alta nos custos de produção e da reformulação do seguro rural.

O papel do crédito e do financiamento

Para contornar o problema das dívidas no campo, o analista aponta que existem alternativas financeiras viáveis, ainda que os juros não apresentem o mesmo nível de subsídio do passado.

“O importante para o produtor é ele ter previsibilidade, ter recursos na hora certa e ter uma taxa de juros que ele consiga pagar. Isso é possível sim com diálogo, como o presidente prometeu, e com um pouco mais de audácia nas propostas que serão feitas”, diz.

Seguro rural e o marco legal

Outro ponto crucial destacado por Vian diz respeito ao Projeto de Lei nº 2,951/2024. A legislação, que institui um novo marco legal para o seguro no campo, já passou por todas as etapas de aprovação e sanção, restando apenas a alocação de verbas no orçamento para entrar em vigor de fato.

Superando divergências políticas

Diante da complexidade do cenário econômico atual, o especialista reforça que o governo federal e a bancada ruralista precisam deixar de lado as barreiras ideológicas para buscar consensos efetivos.

“Mas precisamos de um diálogo com propostas concretas, nada de radicalismos porque isso só vai trazer prejuízo para o agronegócio. [Se houver radicalismos] o setor vai ficar sem crédito, com o endividamento praticamente parado, sem solução, o que não é bom para ninguém. Quem acaba perdendo é o país, são os agricultores. Então estou apostando em um diálogo; mesma estrutura [de governo], mas um diálogo que consiga dar encaminhamento para esses problemas tão graves que a agricultura está vivendo hoje”, conclui.

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