O setor agropecuário de São Paulo consolidou um saldo positivo expressivo nos primeiros meses de 2026, atingindo um superávit comercial de 15 bilhões de dólares. De acordo com dados da Secretaria de Agricultura e Abastecimento de São Paulo, o montante é fruto de um volume de exportações que totalizou 20 bilhões de dólares, frente a 4,4 bilhões de dólares em importações realizadas no período.
Impacto do agro na economia paulista
A relevância do campo para a balança comercial do estado é evidente: os produtos do agronegócio foram responsáveis por 36,1% de tudo o que foi exportado por São Paulo. Em contrapartida, as compras externas do setor ficaram restritas a apenas 6,4% do total estadual, demonstrando a força da produção local e a baixa dependência de insumos importados.
Valorização do boi gordo
No mercado de proteínas, o preço da arroba do boi gordo segue em trajetória de alta, acumulando uma valorização de 3,7% apenas no mês de outubro em São Paulo. Segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (CPEIA), o valor da arroba atingiu R$ 378. Esse cenário de preços elevados é sustentado por um desequilíbrio entre oferta e demanda, conforme explicou a entidade: “A oferta restrita de animais para abate e a resistência dos pecuaristas em negociar têm sustentado os preços, mesmo com a baixa liquidez registrada após o feriado.”
Cenário da safra de açúcar
Enquanto a pecuária vive um momento de valorização, o setor sucroenergético enfrenta desafios climáticos. A projeção para a produção de açúcar no centro-sul brasileiro na safra 2026/2027 foi revisada para baixo, devendo ficar abaixo de 38 milhões de toneladas. A Organização Internacional do Açúcar, responsável pelo alerta no relatório de setembro, atribui a queda às chuvas excessivas, que têm prejudicado significativamente as etapas de colheita e moagem da cana-de-açúcar.








