A capital de Mato Grosso registrou a abertura de 951 vagas de emprego com carteira assinada em agosto de 2026, o que representa um crescimento de 19,6% em comparação com o mesmo mês do ano anterior, período em que o saldo positivo foi de 795 postos. As estatísticas oficiais do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgadas pelo Ministério do Trabalho e Emprego, evidenciam que o município manteve o dinamismo na criação de postos de trabalho e elevou sua relevância econômica no estado.
Crescimento mensal e acumulado do ano
O desempenho mensal também superou a marca de julho deste ano, quando a cidade contabilizou 945 oportunidades formais, configurando um avanço de 0,6%. O resultado de agosto foi alcançado após 12.194 admissões e 11.243 desligamentos. No acumulado dos oito primeiros meses de 2026, a economia cuiabana somou 9.751 novas posições, alta de 16,1% frente aos cerca de 8,4 mil postos abertos no mesmo intervalo de 2025.
Destaque frente ao cenário estadual
Enquanto a capital avançava, o estado de Mato Grosso encerrou o mês com um saldo de apenas 165 empregos formais, fruto de 53.568 contratações e 53.403 demissões. Com o resultado local, Cuiabá respondeu por expressivos 22,8% de todo o saldo positivo registrado no território estadual.
Setores econômicos e perfil das contratações
O setor de Serviços liderou a abertura de postos na cidade, respondendo por 738 novas vagas. Na sequência, a Construção Civil ocupou o segundo lugar com 78 contratações líquidas, seguida pela Indústria (70), pelo Comércio (47) e pela Agropecuária (18). O comércio local também deu sinais de retomada em relação ao ano anterior. O perfil dos contratados mostra que os homens ficaram com 561 postos, ao passo que as mulheres preencheram 390 vagas, com destaque para a faixa etária de 18 a 24 anos, que concentrou 352 oportunidades, ou seja, 37% do total.
Para o presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas de Cuiabá (CDL Cuiabá), Júnior Macagnam, os números demonstram que a capital segue criando oportunidades mesmo diante de um cenário estadual mais difícil. Ele destacou a contribuição do setor de serviços e os sinais de recuperação do comércio varejista.
Macagnam também ressaltou a participação de lojistas, prestadores de serviços e pequenos empreendedores na manutenção dos postos de trabalho. As estatísticas oficiais fornecem um panorama completo das contratações formais e servem de base para monitorar os próximos passos do mercado de trabalho regional.








