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Seca no Nordeste causa R$ 5,7 bi em prejuízos e 319 emergências

Região concentra 45% das perdas nacionais por desastres climáticos, impulsionada pelos impactos severos da estiagem e do fenômeno El Niño.

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Nordeste tem 319 municípios em emergência e R$ 5,7 bilhões em prejuízos com desastres

Entre julho e setembro de 2026, a região Nordeste contabilizou 319 cidades com decretos de situação de emergência e aproximadamente 1,4 milhão de moradores impactados pela falta de chuvas e pela estiagem prolongada. De acordo com levantamento divulgado pela Confederação Nacional de Municípios (CNM), os danos financeiros provocados por desastres climáticos no período atingiram a marca de R$ 5,7 bilhões.

Impacto econômico e setorial O setor agrícola concentrou a maior parte das perdas financeiras na área nordestina, somando um prejuízo estimado em R$ 3,4 bilhões.

Panorama nacional dos desastres No cenário brasileiro, o Nordeste liderou o ranking das regiões com maiores danos econômicos. Os R$ 5,7 bilhões contabilizados equivalem a cerca de 45% do total de R$ 12,6 bilhões registrados em todo o território nacional durante o trimestre. O Sudeste apareceu logo em seguida, com perdas de R$ 4 bilhões, ao passo que a região Sul contabilizou R$ 1,8 bilhão.

Contexto do El Niño O boletim relaciona esse cenário severo à intensificação da seca no contexto do El Niño. Contudo, o documento não especifica quais são as 319 cidades em emergência, a distribuição exata dos danos entre os estados da federação ou a quantidade exata de agricultores prejudicados.

Balanço geral no país Em âmbito nacional, os episódios de desastres no trimestre afetaram 6,9 milhões de cidadãos distribuídos por 1.035 municípios. O balanço oficial contabiliza ainda 25 óbitos e 87,7 mil pessoas desalojadas ou desabrigadas, considerando múltiplos tipos de ocorrência em todo o país.

Prevenção e recomendações Para mitigar os riscos associados ao fenômeno climático, a entidade recomenda que as administrações locais revisem seus planos de contingência, identifiquem mapeamentos de áreas vulneráveis e aprimorem os canais de comunicação com os cidadãos, conforme diretrizes da Nota Técnica nº 12, divulgada em maio de 2026.

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