O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta sexta-feira (6) a intenção de colaborar com governos estaduais para acelerar a expansão da inteligência artificial no país. Em um comunicado via redes sociais, o mandatário descreveu a tecnologia como um pilar de prosperidade econômica e assegurou suporte federal aos estados que priorizarem o setor em seus planos de desenvolvimento.
Aposta na Superinteligência A movimentação ocorre em um cenário de instabilidade financeira, marcado por uma acentuada desvalorização das ações de tecnologia. O mercado financeiro demonstra receio com o elevado volume de capital injetado pelas grandes companhias em IA, somado à incerteza sobre a viabilidade de infraestruturas necessárias para sustentar o crescimento da área. Sobre o tema, o presidente declarou: “Como presidente, sou 100% a favor da Superinteligência (SI) e trabalharei com os muitos estados dos EUA que querem se tornar RICOS ao tê-la. Eles são OURO, e só uma liderança tola vai dizer ‘NÃO’ às riquezas que trazem!”.
O impacto político e os data centers O debate sobre a regulação do setor ganhou força após a recente vitória dos democratas nas eleições de meio de mandato. O resultado do pleito trouxe preocupações sobre possíveis entraves para a instalação de data centers, estruturas vitais para o processamento de dados de IA, mas que enfrentam críticas devido ao alto consumo de recursos como energia e água.
Para Celso Camilo, doutor em inteligência artificial e professor da Universidade Federal de Goiás (UFG), o cenário eleitoral serviu como um gatilho em um ambiente que já demonstrava vulnerabilidade. Segundo o especialista: “A eleição americana não é a causa da queda. Ela foi o gatilho. O mercado de IA já vinha frágil”. Camilo pontua que, embora mudanças legislativas federais sejam lentas, decisões locais sobre licenciamento e fornecimento de energia podem gerar impactos diretos.
Reflexos globais no setor de chips A desvalorização das empresas de tecnologia extrapolou as fronteiras americanas, atingindo severamente os mercados asiáticos. Bolsas no Japão e na Coreia do Sul registraram quedas expressivas, impactando gigantes do setor de semicondutores. Fabricantes de chips, peças fundamentais para a infraestrutura de inteligência artificial, viram seus papéis despencarem, refletindo o temor de uma desaceleração global nos investimentos tecnológicos. Nos Estados Unidos, o movimento de venda afetou as chamadas Magnificent Seven, com quedas acentuadas em empresas como Nvidia e AMD.









