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Alíquota de 11,3% da CBS na reforma tributária preocupa Abia

Associação alerta que patamar elevado pode encarecer a comida e reduzir o poder de compra das famílias brasileiras de menor renda.

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Abia critica proposta de alíquota de 11,3% para a CBS

A Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (Abia) manifestou forte preocupação com a projeção técnica apresentada pelo Tribunal de Contas da União (TCU) para o novo sistema tributário nacional. Em comunicado oficial emitido no dia 29 de outubro, a entidade destacou que a alíquota de referência de 11,3% para a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) supera consideravelmente as expectativas iniciais do mercado.

Impacto no planejamento das empresas

Enquanto o setor produtivo trabalhava com estimativas que variavam de 8,4% a 9,21%, o novo patamar calculado pegou as companhias de surpresa. De acordo com a associação, essa discrepância prejudica diretamente o planejamento estratégico corporativo, além de gerar riscos reais de encarecimento dos produtos nas gôndolas dos supermercados para o consumidor final.

Riscos para o orçamento familiar e empregos

A entidade pontua que a definição do tributo precisa ponderar os impactos diretos na produção nacional, nos investimentos e no custo de vida da população. Uma tributação mais pesada sobre a cadeia produtiva tende a penalizar de forma mais severa o orçamento das famílias de menor renda, dificultando o acesso a itens essenciais de alimentação.

Além disso, o documento aponta que o encarecimento das operações pode frear a expansão da capacidade produtiva e colocar postos de trabalho em risco ao longo de toda a cadeia logística, desde o campo até o varejo, provocando reflexos negativos na atividade econômica geral.

Pedido de revisão no Senado

Diante do cenário, a diretoria da Abia cobrou que o Senado Federal reavalie os critérios metodológicos adotados no cálculo. A instituição sugere que o governo utilize como base parâmetros alinhados às projeções iniciais apresentadas pelo Ministério da Fazenda, pelo Ipea e pelo Comitê Gestor.

O objetivo central da mobilização do setor é garantir estabilidade regulatória, segurança jurídica e a preservação da competitividade das empresas alimentícias, evitando qualquer tipo de acréscimo na carga de impostos que recaia sobre as companhias e a população brasileira.

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