As conversas comerciais entre o Brasil e a União Europeia seguem firmes, apesar do registro recente de ocorrências da doença de Newcastle em território catarinense. De acordo com o governo federal, os episódios recentes não representam qualquer obstáculo para os acordos internacionais do agronegócio.
Garantias para o mercado europeu
Em declaração recente, o secretário de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura, Augusto Billy, pontuou que os casos confirmados não interferem nas vendas externas do país. Durante entrevista ao canal rural, o representante do governo enfatizou que as discussões diplomáticas seguem desvinculadas dos episódios sanitários pontuais.
Para conter os danos comerciais, o uso da regionalização sanitária tem sido o principal escudo do setor produtivo. Com essa abordagem técnica, apenas as localidades diretamente atingidas sofrem embargos temporários, preservando o fluxo de mercadorias das demais regiões produtoras do país.
Prejuízos evitados no comércio exterior
Dados oficiais indicam que a adoção rápida de barreiras geográficas impediu perdas financeiras estimadas em cerca de 954 milhões de dólares anuais. Entre os principais parceiros comerciais protegidos por essa metodologia técnica destacam-se:
• China, com 485 milhões de dólares em perdas potenciais evitadas • Arábia Saudita, representando 293 milhões de dólares salvos • Argentina, totalizando 57 milhões de dólares preservados
Perspectivas otimistas para o setor avícola
O cenário para a retomada completa dos embarques de carne de ave e mel rumo ao mercado europeu é visto com bastante positividade pela pasta ministerial. A previsão oficial é de que uma votação decisiva ocorra ainda no mês de novembro para sacramentar o aval do bloco.
Reforçando o alinhamento institucional, o presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal, Ricardo Santim, debateu o tema recentemente com o ministro André de Paula. O encontro serviu para reiterar que a defesa agropecuária continua sendo o foco principal das ações governamentais no setor.








