O presidente do Tribunal de Contas do Estado (TCE), Sérgio Ricardo, foi levado para o BOPE em Cuiabá, esta tarde, após a operação Tomada de Contas da Polícia Federal que cumpriu ordem de prisão, expedida pelo ministro Og Fernandes, do STJ.
Investigação sobre contratos e pagamentos
A PF aponta que Sergio determinou medidas administrativas que suspenderam contratos do tribunal, em 2024, suspensão temporária dos contratos vigentes por 90 dias, incluindo pagamentos e outras verbas contratuais. Apesar das medidas, a PF identificou 1.624 pagamentos realizados a 94 empresas em 2024.
Desse total, 55 empresas teriam recebido antes e depois da publicação da portaria, enquanto 21 deixaram de receber pagamentos após a determinação.
Esquema financeiro e movimentações suspeitas
A polícia afirma que o presidente estaria à frente de um grupo de operadores financeiros encarregado de transformar recursos públicos em dinheiro vivo e receber, supostamente, vantagens indevidas.
A decisão cita movimentações suspeitas de R$ 75,8 milhões no período analisado e aproximadamente R$ 15,6 milhões em saques em espécie atribuídos a Sérgio Ricardo.
Sua defesa ainda não se manifestou sobre as acusações decorrentes da operação deflagrada nesta tarde na capital mato-grossense.








