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Barry Callebaut tem queda de 17,6% na receita no ano fiscal

Desempenho da gigante do setor de chocolates ficou abaixo das expectativas de mercado, influenciado pela demanda e preços do cacau.

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Barry Callebaut registra queda de 17,6% na receita em 2025/26

A Barry Callebaut fechou o ano fiscal 2025/26 com uma receita total de 12,19 bilhões de francos suíços, valor que representa um recuo de 17,6% em relação ao período anterior. Em conversão direta, o montante equivale a aproximadamente 14,85 bilhões de dólares. De acordo com a fabricante, o desempenho negativo foi motivado principalmente pela redução nos preços das amêndoas de cacau vinculados às operações de venda, além de um cenário de demanda global mais contida.

Indicadores financeiros e frustração das expectativas

O desempenho financeiro da companhia não atingiu as projeções de analistas, que esperavam uma receita na casa dos 12,49 bilhões de francos suíços. Quando ajustado para moeda constante, a retração da receita foi de 15,2%. O lucro líquido da empresa também sofreu impacto, encerrando o período em 157,7 milhões de francos suíços, uma queda de 16,3% frente ao ano passado.

Quanto aos indicadores operacionais, o Ebit registrou baixa de 14,8%, chegando a 541 milhões de francos suíços, enquanto o Ebit recorrente apresentou recuo de 15,6%, totalizando 594 milhões de francos suíços.

Desempenho por divisões e volumes de vendas

O volume total de vendas da Barry Callebaut teve uma ligeira queda de 0,7%, atingindo 2,11 milhões de toneladas. Na divisão de cacau, o volume recuou 1,8%, fechando em 395,62 mil toneladas e gerando receita de 3,55 bilhões de francos suíços. Embora o resultado tenha ficado abaixo da previsão de mercado, a empresa destacou uma mudança de cenário no segundo semestre fiscal, quando o negócio de cacau registrou um avanço de 12,2%, impulsionado pelo reajuste de preços que estimulou a demanda por pó de cacau.

Já no segmento de chocolate, o volume encolheu 0,5%, para 1,714 milhão de toneladas. A receita desta divisão somou 8,64 bilhões de francos suíços, uma queda de 12% em moeda constante, também decepcionando as projeções dos analistas.

Análise regional e projeções futuras

O comportamento do mercado foi heterogêneo entre as regiões. Enquanto a América do Norte enfrentou uma queda de 6,1% em razão de problemas logísticos no primeiro semestre, outros mercados apresentaram resiliência. A região Ásia-Pacífico, Oriente Médio e África cresceu 9,8%, sustentada pela demanda na Índia e expansão na China. A América Latina teve alta de 1,2%, seguida pela Europa Ocidental (0,2%) e Europa Central e Oriental (1,1%).

Para o próximo ciclo, 2026/27, a companhia estabeleceu metas de crescimento. A expectativa é de uma elevação entre 1% e 3% no volume de vendas, um incremento de 3% a 5% no Ebit recorrente em moeda constante e uma projeção de avanço de cerca de 30% no lucro recorrente antes de impostos.

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