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Etanol mantém vantagem sobre gasolina após reajuste do ICMS em MT

Com alta de 4,5% no imposto da gasolina definida pelo Comsefaz, biocombustível reforça atratividade no mercado mato-grossense.

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Etanol não é afetado por aumento de ICMS e mantém competitividade frente à gasolina em MT

O mercado de combustíveis em Mato Grosso ganha um novo panorama após o reajuste na alíquota do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços da gasolina, determinado pelo Comitê Nacional de Secretários de Fazenda. O tributo passará de R$ 1,57 para R$ 1,64 por litro, registrando um acréscimo de 4,5%.

Impacto do ICMS nos combustíveis Publicado no Diário Oficial da União, o convênio que altera a tributação passa a valer em 1º de fevereiro de 2027. O texto também define a elevação do ICMS sobre o óleo diesel, que salta de R$ 1,17 para R$ 1,30 por litro, representando uma alta expressiva de 11,1%.

Apesar dessas mudanças, o etanol hidratado fica imune à medida e assegura sua competitividade em relação à gasolina. Dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis apontam que o valor médio do biocombustível corresponde a 60,4% da gasolina no território mato-grossense, consolidando a preferência dos motoristas locais.

Vantagens econômicas e consumo regional A preferência regional pelo produto já é marcante. Conforme levantamentos da ANP, o uso combinado de etanol hidratado e anidro atinge 61,3% do consumo no ciclo Otto no estado, índice bem superior à média nacional de 41,23%.

O presidente do Sindicato das Indústrias de Bioenergia de Mato Grosso, José Fernando Mazuca Filho, avalia que a procura pelo biocombustível deve se intensificar com a vigência da nova alíquota.

“O etanol hidratado é uma solução disponível hoje, em grande escala e produzida aqui em Mato Grosso. O estado tem a melhor relação de preço entre etanol e gasolina do país, e cada litro abastecido com etanol gera emprego, renda e arrecadação dentro do próprio estado”, afirma Mazuca.

Perspectivas na produção e inovação tecnológica Para a safra 2026/2027, a projeção é de que Mato Grosso fabrique 8,4 bilhões de litros de etanol, enquanto a demanda interna alcança cerca de 1,3 bilhão de litros. Esse cenário robusto garante forte segurança energética para o consumidor e para a cadeia produtiva regional.

O avanço de inovações que viabilizam o uso de etanol e biometano em maquinário agrícola, tratores e caminhões promete diminuir custos operacionais e logísticos.

“As tecnologias para uso de etanol em caminhões, máquinas pesadas e equipamentos agrícolas evoluem rapidamente. Em breve, o etanol produzido em Mato Grosso também poderá substituir parte do diesel, com impacto direto na estrutura de custos da produção e da logística do estado”, destaca Mazuca.

Crescimento e arrecadação do setor O impacto socioeconômico da bioenergia no estado é expressivo. O segmento responde pela criação de 151 mil postos de trabalho diretos, indiretos e induzidos. Em 2025, a arrecadação de ICMS gerada por essa indústria atingiu a marca de R$ 3 bilhões, salto expressivo de 900% frente aos R$ 300 milhões contabilizados em 2016, segundo dados do Observatório da Fiemt.

Para manter essa trajetória ascendente, lideranças do setor reforçam a necessidade de segurança jurídica.

“O setor de bioenergia de Mato Grosso tem capacidade e disposição para crescer. O que precisamos é de um ambiente regulatório que dê previsibilidade aos investimentos. Com isso, o crescimento vem naturalmente, em benefício de toda a economia do estado”, conclui Mazuca.

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