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Review Phantom Blade Zero: Vale a pena jogar o novo RPG?

Novo RPG de ação impressiona pelo combate refinado e gráficos na Unreal Engine 5, mas escorrega em problemas técnicos no PC.

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Review Phantom Blade Zero | Um jogo com lições que a indústria pode aprender

O mercado de games em 2026 tem grandes expectativas, mas um dos títulos mais aguardados do ano finalmente chegou para mostrar o seu valor. Desenvolvido pelo estúdio chinês S-Game, Phantom Blade Zero representa o primeiro projeto AAA da equipe, que anteriormente concentrava seus esforços em jogos mobile.

Equipe enxuta e grande ambição Com uma estrutura formada por aproximadamente 150 profissionais, a desenvolvedora entregou um projeto robusto. Para se ter uma ideia da proporção, obras magnas da indústria contam com milhares de colaboradores em suas linhas de frente. No entanto, a equipe reduzida entregou resultados surpreendentes.

A Jornada de Soul Em Phantom Blade Zero, a trama acompanha Soul, um espadachim habilidoso e amplamente respeitado. Um evento decisivo nos primeiros momentos define o tom da narrativa e estabelece a principal motivação do protagonista.

A narrativa apresenta diversos personagens com passagens complexas. Durante a experiência, a quantidade de nomes e facções pode confundir. Em um momento específico, Soul cita dois nomes e pergunta: “O que é tudo isso?” e eu me identifici com a questão dele.

O fio condutor principal é claro e exibido em sequências cinematográficas de altíssimo nível, embora os detalhes complementares exijam atenção em diálogos e documentos espalhados pelo mundo.

Direção de arte e exploração Desenvolvido com a Unreal Engine 5, o título entrega cenários exuberantes, desde belezas naturais até vilarejos detalhados e estruturas monumentais. A influência cultural chinesa é evidente em cada canto. Durante uma visita ao estúdio na China, um dos desenvolvedores me disse que eles escanearam o local para o jogo, muito provavelmente para esse trecho que mencionei.

Apesar da beleza visual, o design de fases aposta em uma estrutura mais linear do que o esperado para o gênero. A exploração traz poucas barreiras reais, guiando o jogador por caminhos diretos onde segredos e missões secundárias aparecem devidamente sinalizados no mapa.

O ápice: Combate e arsenal O grande destaque da experiência reside no sistema de combate, fruto de um trabalho intenso de captura de movimentos e testes práticos com artistas marciais. A S-Game nos levou ao estúdio de captura de movimentos em Xangai e mostrou os atores lutando, além das espadas e armas brancas que eles criaram em tamanho real para que os artistas marciais pudessem sentir o peso real delas.

Cada uma das dezenas de armas disponíveis possui identidade própria, permitindo diferentes abordagens e garantindo um fator replay elevado. O sistema de progressão dispensa níveis tradicionais, apostando em uma árvore de habilidades dividida em ramificações, lembrando a mecânica vista em títulos como Sekiro.

Desempenho no PC e requisitos Testado em uma máquina equipada com hardware de ponta em resolução 1440p, o título apresentou oscilações compreensíveis com tecnologias avançadas ativadas. No entanto, o desempenho técnico na plataforma esbarra em barreiras incômodas. As texturas em baixa resolução e os engasgos frequentes na taxa de quadros prejudicam a imersão.

Considerações finais Mesmo com deslizes na exploração e na otimização técnica inicial, a obra entrega uma experiência marcante. O entusiasmo da equipe responsável reflete o carinho colocado no projeto. Em conversas com um desses desenvolvedores, ele revelou que o preço escolhido para o Brasil foi depois de ver o entusiasmo dos jogadores com a demo disponível na gamescom Latam.

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