A prefeitura de Florianópolis garantiu um aporte de aproximadamente R$ 3,1 milhões referente à segunda parcela de outubro do Fundo de Participação dos Municípios (FPM). Este recurso, que compõe o segundo dos três repasses mensais programados, chega aos cofres públicos sem vinculação específica, permitindo que a administração municipal gerencie o montante conforme as prioridades locais, desde que observe os limites constitucionais obrigatórios para as pastas de saúde e educação.
Liderança no ranking de Santa Catarina
No cenário estadual, a capital se destacou ao ocupar o topo da lista entre os 295 municípios catarinenses neste decêndio. O valor recebido reflete a posição da cidade no ranking, que é determinado diretamente pelos coeficientes populacionais estabelecidos para cada localidade, justificando por que os centros urbanos mais populosos concentram os maiores volumes de transferência.
Balanço financeiro e crescimento anual
Somando esta remessa aos valores anteriores de outubro, o montante total creditado à cidade neste mês alcança cerca de R$ 10,6 milhões. Ao analisar o comportamento das finanças nos últimos doze meses, o FPM injetou aproximadamente R$ 288 milhões nos cofres da capital.
Quando observamos o recorte de 1º de janeiro a 20 de outubro de 2026, o acumulado chega a quase R$ 229 milhões. O dado chama a atenção pelo desempenho positivo frente ao mesmo período de 2025, quando o montante foi de aproximadamente R$ 204 milhões, representando uma variação positiva de 11,88%.
Entenda o funcionamento do FPM
O Fundo é composto por frações da arrecadação da União provenientes do Imposto de Renda (IR) e do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI). A metodologia de partilha segue critérios rigorosos definidos pelo Tribunal de Contas da União (TCU), que utiliza o tamanho da população e faixas legais para estipular quanto cada cidade deve receber.
O calendário de transferências é fracionado em três etapas mensais, ocorrendo geralmente nos dias 10, 20 e 30. Caso a data programada coincida com finais de semana ou feriados, o governo federal antecipa o depósito para o dia útil antecedente, garantindo a continuidade do fluxo financeiro necessário para a manutenção dos serviços públicos municipais.








