A capital de Sergipe garantiu um aporte de aproximadamente R$ 7,8 milhões provenientes do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) na parcela correspondente ao segundo decêndio de outubro de 2026. O montante, enviado diretamente pela União, reforça o caixa da prefeitura e possui destinação livre para setores essenciais como saúde, educação, obras de infraestrutura e a manutenção da administração pública municipal.
Liderança no ranking estadual
Entre os 75 municípios sergipanos, Aracaju ocupou o topo da lista no recebimento deste repasse. A disparidade nos valores transferidos para cada cidade é uma característica intrínseca ao modelo do FPM, que utiliza coeficientes baseados na densidade populacional para determinar quanto cada localidade deve receber mensalmente.
Balanço financeiro e crescimento anual
Ao somar todos os créditos realizados apenas no mês de outubro, a capital sergipana já totaliza cerca de R$ 26,6 milhões. Em um recorte temporal mais amplo, considerando o período dos últimos doze meses até a data deste crédito, a cifra transferida para a cidade atinge a marca de aproximadamente R$ 722 milhões.
No que se refere ao desempenho de 2026, os repasses acumulados até o dia 20 de outubro alcançaram perto de R$ 565 milhões. Quando confrontado com o mesmo intervalo de 2025, que registrou cerca de R$ 514 milhões, observa-se uma variação positiva de 9,78% nos recursos destinados ao município.
Entenda a dinâmica do FPM
O Fundo de Participação dos Municípios é constituído por uma parcela da arrecadação federal do Imposto de Renda (IR) e do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI). A definição dos coeficientes populacionais de cada cidade cabe ao Tribunal de Contas da União (TCU).
O calendário de transferências é organizado em três ciclos mensais, ocorrendo geralmente nos dias 10, 20 e 30. Caso a data programada para o depósito coincida com feriados ou finais de semana, a legislação prevê que o crédito seja antecipado para o dia útil imediatamente anterior.








