O vereador Demilson Nogueira (PP), nomeado para presidir a CPI dos Livros Didáticos na Câmara Municipal de Cuiabá, declarou acreditar na inocência do prefeito Abilio Brunini (PL) quanto às possíveis fraudes na aquisição de materiais pedagógicos. A manifestação ocorreu nesta quinta-feira (22), um dia antes da reunião de instalação da comissão, prevista para esta sexta-feira (23).
Investigação de suposto rombo milionário
A CPI tem como objetivo apurar um prejuízo aos cofres públicos que pode atingir a cifra de 80 milhões de reais. O montante refere-se à compra de insumos e obras literárias pela Secretaria Municipal de Educação para o biênio 2025-2026. O parlamentar, que atua como vice-líder do Executivo, justificou sua confiança no prefeito alegando que o próprio chefe do Executivo acionou os órgãos de controle para denunciar as suspeitas de irregularidades.
“Quem denuncia, com certeza, para mim não é partícipe”, declarou.
Apuração e independência do Legislativo
Questionado se sua posição não anteciparia um veredito antes da conclusão dos trabalhos, Demilson Nogueira reconheceu que, caso os fatos comprovem envolvimento da gestão, as medidas cabíveis serão tomadas.
“Eu creio que não, eu creio que não. Mas, se ao final ficar provado isso, é tranquilo que os encaminhamentos para os órgãos de controle externo serão dados, não tem dúvida”, disse.
Sobre a possível sobreposição de funções, o vereador refutou qualquer conflito de interesses entre sua posição na base aliada e a presidência da comissão. Ele reforçou que seu compromisso com a fiscalização é inabalável, independentemente de alinhamentos políticos.
“Eu vou responder pelo vereador Demilson, você mesmo me conhece aqui dentro e o meu comportamento é que eu nunca desabonei essa Casa”, declarou.
Cronograma da CPI
Apesar da defesa ao prefeito, o presidente da comissão assegurou que o grupo será rigoroso na análise de indícios de sobrepreço e irregularidades contratuais. O cronograma inicial prevê a organização de documentos e, posteriormente, a convocação de depoimentos. A comissão, que também é integrada por Marcus Brito (PV) e Tenente-Coronel Dias (Cidadania), terá um prazo de 120 dias para concluir os trabalhos.








