O Superior Tribunal de Justiça manteve a prisão preventiva de Reginaldo da Silva Pereira, conhecido como “Fumim”, investigado sob a acusação de injetar recursos financeiros em um plano de atentados contra agentes da segurança pública na região de Primavera do Leste, no estado de Mato Grosso.
Operação Cerberus e o financiamento
As autoridades policiais apontam que o suspeito faz parte de uma organização criminosa e teria disponibilizado a quantia de R$ 200 mil para viabilizar as ações violentas. Desse total, metade estaria reservada para sustentar a infraestrutura da quadrilha, enquanto o restante seria pago aos executores dos crimes. O alvo foi alcançado durante a Operação Cerberus, deflagrada em agosto com o propósito de desmantelar o esquema de retaliação contra as forças de segurança.
Negativa de habeas corpus no STJ
A defesa tentou reverter a detenção inicialmente no Tribunal de Justiça de Mato Grosso, mas sofreu revés e recorreu à corte superior argumentando falta de fundamentação na custódia e sugerindo o uso de tornozeleira eletrônica. Ao avaliar o pleito, o ministro Messod Azulay Neto concluiu que faltavam elementos para conceder a soltura imediata, optando por requisitar dados adicionais às instâncias inferiores antes do julgamento definitivo do mérito.
Investigação sobre o plano de retaliação
Apesar do planejamento revelado pelas apurações da Polícia Civil, os ataques não chegaram a se concretizar. Mandados de busca e apreensão cumpridos durante a operação recolheram dispositivos eletrônicos e documentos, que agora passam por perícia para rastrear novas conexões e o fluxo do dinheiro ilícito. O inquérito segue sob a responsabilidade da Delegacia de Homicídios e Delitos Gerais de Primavera do Leste, enquanto a situação processual do investigado continua em aberto.








