O atendimento oncológico na Baixada Santista e no Vale do Ribeira recebeu um reforço estratégico com a chegada de dois novos aceleradores lineares. Os equipamentos foram destinados à Santa Casa da Misericórdia de Santos e ao Hospital Beneficência Portuguesa, ampliando a capacidade de suporte aos pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) que residem em 24 municípios da região, totalizando uma população assistida de 1,3 milhão de pessoas.
Investimento em tecnologia oncológica
A expansão faz parte de um projeto nacional que prevê a instalação de 105 aceleradores em todo o Brasil, com um aporte de R$ 17,5 milhões viabilizado pelos programas PAC Saúde e Agora Tem Especialistas. Cada um dos novos aparelhos tem a capacidade de realizar 720 procedimentos anuais. O Instituto Nacional de Câncer (INCA) estima que a área receba quase 4 mil novos casos de câncer anualmente, sendo que a grande maioria dos pacientes necessita de radioterapia como parte do protocolo de cura.
Sobre a importância da iniciativa, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou: “É o esforço do que temos de mais moderno na medicina estarmos oferecendo no SUS”. Ele ainda completou: “São equipamentos extremamente modernos que, junto com os novos aceleradores, vão dar conta da fila de espera por radioterapia na região”.
Avanços na cirurgia robótica pelo SUS
Além da radioterapia, a Santa Casa de Santos se destaca pelo uso de tecnologia de ponta, sendo a primeira unidade da Baixada Santista a implementar, em 2022, o sistema robótico Da Vinci Xi. O centro já acumula cerca de 500 cirurgias minimamente invasivas em especialidades como urologia, ginecologia e cirurgia digestiva.
Para garantir a viabilidade desse serviço na rede pública, o governo federal publicou a Portaria GM/MS nº 11.389, que incluiu a prostatectomia radical assistida por robô na tabela do SUS. Segundo o ministro Alexandre Padilha: “Nós criamos, no Agora Tem Especialistas, uma tabela nova para garantir o financiamento e a sustentabilidade das cirurgias robóticas no SUS. Começamos com a cirurgia de próstata em que os pacientes se recuperam melhor, vão pra casa mais rápido, com menos incontinência urinária e também reduz o tempo de espera das pessoas nas filas”.
Impacto da Santa Casa de Santos
Como referência em média e alta complexidade, a Santa Casa mantém um papel fundamental no atendimento público regional. Com 256 leitos dedicados ao SUS, a instituição registrou entre 2023 e julho de 2026 um volume expressivo de 8,7 milhões de atendimentos, entre consultas e exames, além de quase 40 mil internações. Esse cenário reforça a relevância das entidades filantrópicas como pilares de sustentação para a saúde pública brasileira.








