O lançamento de VisionQuest no Disney+ marca não apenas o retorno do herói sintético da Marvel, mas também a volta de um dos mais emblemáticos antagonistas do Universo Cinematográfico Marvel.
O retorno de James Spader como Ultron
Premiado três vezes com o Emmy, James Spader reassume o papel do robô maligno Ultron mais de uma década após Vingadores: Era de Ultron (2015). A produção estreou dois episódios na plataforma de streaming, que antecipou a chegada do conteúdo.
Funcionando como o encerramento de uma trilogia iniciada por WandaVision (2021) e continuada por Agatha All Along (2024), a trama acompanha o personagem de Paul Bettany. Desprovido de memórias e conexões após sua reconstrução anos antes, o novo Visão busca o auxílio de inteligências artificiais para resgatar sua humanidade perdida.
O conceito do espaço mental na série
Nessa jornada, o androide interage com a entidade responsável por sua origem. Ultron passa a residir na mente do protagonista, adotando inclusive um avatar físico semelhante a Spader. O showrunner Terry Matalas assumiu o projeto após o trabalho de Jac Schaeffer em produções anteriores da Marvel.
“A primeira pergunta que me fiz foi: onde está esse Visão agora? Com quem ele está conversando? Ele está passando por uma crise de identidade. E, imediatamente — por qualquer motivo que seja, talvez apenas por eu ser um grande fã daquela cena final de ‘Vingadores: Era de Ultron’ entre o Visão e o Ultron —, fui direto para o Ultron”, diz Terry Matalas, em entrevista ao g1.
“Eu tinha essa imagem dele vendo o Ultron, mas as outras pessoas não conseguiam vê-lo. E pensei: ‘Bom, ele está dentro da cabeça නිසා dele’. Isso acabou levando ao conceito do espaço mental e à ideia de que havia outras inteligências artificiais naquela casa também. Mas, no sótão, vivia esse monstro de quem ele teve misericórdia.”
O descanso do ator e a decisão de aceitar o papel
Antes de aceitar o convite, o ator de 66 anos estava afastado das telas desde o encerramento da série Blacklist em 2023, optando por priorizar sua vida pessoal em vez de assumir novos compromissos na televisão.
“Eu estava exausto. Tinha feito dez anos de um projeto no qual se trabalhava sete dias por semana; era uma experiência totalmente imersiva e uma quantidade enorme de trabalho. Eu não sabia quando conseguiria me levantar da cama e voltar a trabalhar por um tempo”, afirma Spader.
“Ainda estava me recuperando, na verdade. Aproveitando minha vida pessoal. Não sou nem um pouco um ‘workaholic’. Fui lendo uma coisa ou outra, mas não encontrava nada com o que procuro em um trabalho.”
“E o que procuro é sempre algo surpreendente, único, algo que realmente prenda minha atenção e pareça estranho e maravilhoso.”
Bastidores e o futuro da parceria
A proximidade com o criador da série garantiu um ambiente de gravações dinâmico, marcado por debates constantes sobre o roteiro e a construção das cenas entre os atores e a equipe de produção.
“Eu me diverti mais, de verdade. Porque o que vocês não viram é o que acontecia entre as cenas ou entre os takes (risos) ou como chegávamos a certas decisões. Cada roteiro, cada história, eu e o Terry conversávamos sobre tudo. Passávamos por tudo, linha por linha, debatendo”, conta ele.
“Foi um prazer imenso trabalhar com Paul, assim como com o Terry. Houve coisas que o Terry me disse algumas vezes durante a série que pareciam contraintuitivas para mim. Mas eu confiava no Terry, fazia, e sempre funcionava. Sempre dava certo”, diz Spader.
“Fico muito feliz por termos isso gravado, porque vou usar da próxima vez em que trabalharmos juntos (risos). Da próxima vez em que eu for contraintuitivo, tenho isso registrado digitalmente. Por favor, garanta que vai nos enviar isso”, retruca Matalas.
“Você sabe melhor do que ninguém que isso não vai ter efeito nenhum (risos).”








