Conhecido mundialmente por suas cenas de ação intensas e acrobacias ousadas, o astro Tom Cruise surpreendeu o público com uma transformação radical em Digger. Dirigido por Alejandro González Iñárritu, o longa estreou cercado de polêmicas e já gera preocupações no mercado cinematográfico, correndo o risco de se tornar o maior fracasso da Warner Bros. Pictures em 2026.
Recepção dividida e críticas mistas
Desde que chegou às telonas, a produção gerou reações bastante polarizadas. Enquanto parte dos especialistas elogiou o projeto, outros direcionaram críticas severas à sátira política, social e ambiental apresentada na história. A megalomania do enredo também entrou na mira dos críticos, apontada como um ponto que nem mesmo a atuação de Tom Cruise conseguiu salvar.
As opiniões divergentes começaram logo após as primeiras exibições. Críticos se dividiram entre elogiar a ousadia e reprovar o tom da comédia sombria, enquanto espectadores apontaram problemas na condução da narrativa.
A trama do magnata do petróleo
Na história, Tom Cruise aparece irreconhecível na pele do bilionário Digger Rockwell, um poderoso magnata do petróleo que integra o seleto grupo de figuras mais influentes do planeta. A reviravolta acontece quando a própria corporação do empresário provoca um desastre ambiental catastrófico, colocando o futuro da Terra em risco.
Para evitar a tragédia e proteger sua própria imagem, o protagonista inicia uma corrida contra o tempo em busca de redenção, enfrentando a apatia de líderes globais diante da crise iminente.
Mensagem confusa e sátira exausta
Apesar de figurar em apostas para a próxima temporada de premiações, especialmente no Oscar, o filme não conquistou a plateia geral, refletindo diretamente nos números de bilheteria. O principal motivo de divisão é a sátira política proposta pelo roteiro. Embora aborde temas atuais, a alegoria perde força rapidamente, tornando o enredo cansativo antes do desfecho.
Outro ponto criticado foi o excesso de metalinguagem e diálogos excessivamente expositivos, o que enfraquece tanto a mensagem central quanto o humor pretendido. A estrutura fragmentada da narrativa e a interpretação considerada exagerada por parte da audiência também pesaram contra a recepção da obra.
Prejuízo financeiro e bilheteria fraca
Produzido com um orçamento estimado em US$ 160 milhões, Digger registrou apenas US$ 8 milhões no mercado doméstico e somou US$ 20 milhões mundialmente em seu primeiro fim de semana.
Com esses números, o longa marcou a pior abertura para um filme protagonizado por Tom Cruise em quase vinte anos, igualando a marca negativa de Leões e Cordeiros (2007), que faturou US$ 6,7 milhões na estreia.
Diante do boca a boca desfavorável, a tendência é que o título se consolide como um dos grandes fiascos comerciais de 2026. Resta acompanhar se a repercussão negativa prejudicará as chances de Tom Cruise de conquistar o tão sonhado Oscar por sua atuação.








