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Exportação de carne de frango sobe 14,7% em setembro

Setor avícola brasileiro movimenta US$ 984,2 milhões no mês e mantém alta expressiva no acumulado do ano de 2026.

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Receita das exportações de carne de frango sobe 14,7% em setembro, diz ABPA

As exportações brasileiras de carne de frango alcançaram 500,3 mil toneladas no mês de setembro, registrando um avanço de 3,7% na comparação com o mesmo período do ano anterior, de acordo com dados divulgados nesta quarta-feira (7) pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). A receita cambial do setor somou US$ 984,2 milhões, o que representa um salto de 14,7% no confronto anual, englobando tanto os cortes in natura quanto os itens processados.

Balanço acumulado do ano

No acumulado entre janeiro e setembro de 2026, o volume total exportado atingiu 4,421 milhões de toneladas, superando em 14% o resultado de 3,877 milhões de toneladas contabilizado no mesmo intervalo de 2025. Em termos financeiros, o faturamento nos nove primeiros meses do ano chegou a US$ 8,673 bilhões, configurando uma expansão de 21% em relação aos US$ 7,166 bilhões obtidos no ano anterior.

Principais destinos internacionais

Os Emirados Árabes Unidos assumiram a liderança no ranking de importadores em setembro, comprando 45,9 mil toneladas, alta de 23,3% frente às 37,2 mil toneladas de setembro do ano passado. Na sequência dos principais mercados compradores ficaram a União Europeia, com 43,5 mil toneladas, a China, com 40,9 mil toneladas, a Arábia Saudita, com 38,3 mil toneladas, e o Japão, que importou 33,6 mil toneladas.

Impacto de embargos passados

A entidade explicou que as oscilações mais expressivas registradas nos envios para o mercado chinês e europeu decorrem da base de comparação de setembro de 2025, época marcada por paralisações temporárias motivadas pelo registro de Influenza Aviária de Alta Patogenicidade na avicultura comercial do país. Sobre o mercado europeu, o presidente da entidade, Ricardo Santin, afirmou que o resultado de setembro de 2026 inclui cargas produzidas e certificadas até 2 de setembro. A suspensão temporária da emissão de novos certificados passou a valer no dia 3, enquanto produtos já certificados seguiram aptos ao embarque.

Desempenho dos estados produtores

Entre os estados exportadores, o Paraná manteve a ponta em setembro com a remessa de 199,7 mil toneladas, crescendo 9,5% no comparativo anual. O ranking estadual seguiu com Santa Catarina (111 mil toneladas), Rio Grande do Sul (67,9 mil toneladas), São Paulo (28,3 mil toneladas) e Goiás (27,2 mil toneladas).

Para Santin, o desempenho de setembro foi sustentado pelo patamar acima de 500 mil toneladas embarcadas, pela diversificação dos destinos e pela antecipação de cargas por exportadores e importadores.

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