O monitoramento de facções criminosas em Mato Grosso deverá ganhar reforço tecnológico com a instalação de centrais de operações da Polícia Militar em todos os comandos regionais do estado e a aquisição de novos equipamentos para investigação e perícia. As medidas integram um pacote de R$ 130 milhões previsto em um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), assinado na terça-feira (27), e foram detalhadas pela secretária de Estado de Segurança Pública, coronel Susane Tamanho.
Segundo a secretária, a estratégia busca ampliar a capacidade de acompanhamento das atividades criminosas e fortalecer a atuação das forças de segurança no enfrentamento às organizações criminosas.
“Temos investido muito na contratação de tecnologias para que auxiliem todo este monitoramento de facções criminosas e da criminalidade”, afirmou Susane, durante entrevista após a assinatura do acordo.
A expansão das centrais de operações da Polícia Militar é uma das principais medidas previstas no TAC. Atualmente, a estrutura não está presente em todos os comandos regionais, situação que deverá mudar com os investimentos.
“A gente vai ter a distribuição da central de operações da Polícia Militar em todos os comandos regionais, isso está assinado no TAC. Esse é um suporte tecnológico que vai ofertar um atendimento diferente à população mato-grossense”, declarou.
Investimento em tecnologia
Conforme já noticiado pelo Leiagora, o TAC firmado entre o Governo de Mato Grosso, o Ministério Público Estadual (MPE) e o Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT) prevê investimento de R$ 130 milhões em melhorias para as forças de segurança.
Entre as aquisições estão oito kits de equipamentos para os Centros de Operações da Polícia Militar (Copom), 150 computadores de alto desempenho destinados à Polícia Judiciária Civil e outros 20 equipamentos para a Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec).
O sistema prisional também deverá receber soluções tecnológicas com inteligência artificial e ferramentas de controle e monitoramento de acessos.
Projeto contra facções
A ampliação dos recursos tecnológicos ocorre em meio a outras iniciativas do governo estadual para endurecer o enfrentamento às organizações criminosas.
No dia 22 de outubro, o governador Otaviano Pivetta encaminhou à Assembleia Legislativa um projeto de lei que pretende classificar facções criminosas atuantes em Mato Grosso como organizações terroristas.
A proposta prevê a criação de protocolos específicos de atuação das forças de segurança estaduais contra esses grupos. Inicialmente, o texto contempla duas facções, com possibilidade de inclusão de outras organizações.
O projeto ainda depende de análise e votação dos deputados estaduais.









