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Vídeo | Júlio admite mágoa com derrota e aponta erros da direita na eleição nacional

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Vídeo | Júlio admite mágoa com derrota e aponta erros da direita na eleição nacional

O deputado estadual Júlio Campos (União Brasil) reconheceu que ficou sentido com a própria derrota nas eleições de outubro, mas afirmou que não pretende condenar os eleitores que escolheram outros candidatos. Ao analisar o resultado nacional, o parlamentar fez uma avaliação dos fatores que, na visão dele, levaram à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e apontou erros da direita na definição de seu candidato.

“Eu fiquei sentido de perder a eleição, mas não vou condenar. Eu vou zangar?”, declarou Júlio. O deputado disputava a reeleição, esperava receber mais de 40 mil votos, mas terminou com aproximadamente 18,5 mil e ficará sem mandato a partir de janeiro. A experiência, segundo ele, não muda o respeito que deve ter pela decisão dos eleitores.

Ao comentar a relação dos servidores públicos com a eleição estadual, Júlio apontou uma contradição: afirmou que parlamentares que defendiam pautas do funcionalismo não conseguiram se reeleger, enquanto parte dos servidores teria optado por candidatos que, na avaliação dele, não têm o mesmo compromisso com a categoria. Entre os nomes que deixarão a Assembleia estão o próprio Júlio, Elizeu Nascimento (Novo), Paulo Araújo (Republicanos) e Eduardo Botelho (MDB), além de Janaína Riva (MDB), que disputou o Senado. Ele citou Lúdio Cabral (PT) e Valdir Barranco (PT) como os parlamentares que continuarão com mandato e com atuação em defesa dos servidores.

Na avaliação de Júlio, a mobilização da militância petista nas ruas foi um dos fatores que contribuíram para a vitória de Lula no segundo turno. Ele afirmou que o PT conseguiu ampliar a presença nas ruas, reduzir a abstenção e conquistar votos de eleitores que não haviam definido sua escolha na primeira etapa da disputa.

O deputado, que fez campanha para Flávio Bolsonaro (PL), também apontou a escolha do candidato como um equívoco da direita. “O erro começou na escolha do candidato”, afirmou. Para ele, o nome natural para representar esse campo político seria o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), mas Jair Bolsonaro optou pelo filho por uma questão pessoal.

Júlio reconheceu que Flávio conseguiu crescer durante a campanha e terminou a disputa com uma votação expressiva, mas avaliou que a candidatura não foi a escolha mais adequada para enfrentar Lula. Ele também considerou legítima a reeleição do petista e defendeu que a direita trabalhe na construção de novas lideranças políticas.

Ao comentar a disputa, o deputado ainda mencionou os debates presidenciais e avaliou que o desempenho do candidato da direita no primeiro encontro prejudicou sua campanha, embora tenha apresentado melhora no segundo.

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