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Morre Patrick Stewart, ícone de Star Trek e X-Men, aos 86 anos

O ator britânico marcou a cultura pop ao transitar entre os palcos clássicos e os maiores sucessos de bilheteria do cinema e da TV.

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Com graça e elegância, Patrick Stewart revitalizou 'Star Trek' e ajudou a fundar era dos super-heróis no cinema

O ator sir Patrick Stewart morreu aos 86 anos nesta quarta-feira (28). Ele deixa um legado marcante na cultura pop mundial, tendo construído uma trajetória que uniu o prestígio nos palcos do Reino Unido a fenômenos globais no cinema e na televisão.

Lenda dos palcos e da ficção científica Antes de conquistar Hollywood, o britânico já era amplamente reconhecido como um dos grandes nomes do teatro, acumulando duas vitórias no prêmio Olivier, a honraria máxima da atuação inglesa. O reconhecimento internacional veio quando usou a sofisticação de sua formação pela Royal Shakespeare Company para assumir o protagonismo da série “Star Trek: A nova geração” em 1987.

A missão de reviver a franquia espacial parecia arriscada, já que o artista era praticamente desconhecido no mercado norte-americano naquela época. No entanto, sua interpretação do Capitão Jean-Luc Picard redefiniu a saga, apresentando um líder focado na diplomacia e no intelecto, em contraste com a abordagem de ação do antecessor Kirk.

O sucesso da produção se estendeu por sete temporadas na TV e gerou quatro longas-metragens para o cinema. Anos mais tarde, em 2020, o ator retomou o papel principal na série “Star Trek: Picard”, integrando a nova fase da franquia voltada para as plataformas de streaming.

Pioneirismo no universo dos super-heróis A experiência como comandante da USS Enterprise credenciou Stewart para assumir outro papel de grande destaque na cultura pop. Em 2000, ele foi escalado como o Professor Xavier em “X-Men”, liderando o elenco da primeira grande adaptação cinematográfica moderna dos quadrinhos da Marvel.

A produção adotou uma abordagem madura e realista, sendo amplamente apontada como o marco inicial da febre de filmes de super-heróis em Hollywood. O projeto demonstrou a viabilidade financeira e narrativa de reunir diversos personagens com superpoderes em uma única tela, abrindo caminho para o surgimento do Universo Cinematográfico da Marvel (MCU).

O longa também funcionou como aprendizado para Kevin Feige, que atuou como produtor associado e hoje comanda os estúdios da editora. A reputação do ator britânico foi fundamental para conferir seriedade e viabilidade ao projeto desde o início.

Legado e últimas atuações Ao longo de mais de duas décadas, o artista encarnou o líder dos mutantes em oito longas-metragens. A expectativa é que ele faça uma última aparição no papel em “Vingadores: Doutor Destino”, com lançamento agendado para 16 de dezembro.

A trajetória de Stewart permanece como um marco de versatilidade artística, provando que a rigidez dramática dos palcos clássicos pode se alinhar perfeitamente ao entretenimento de massa de grandes franquias.

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