A renomada cantora, compositora e violonista carioca Joyce Moreno está pronta para disponibilizar ao público o seu mais recente trabalho fonográfico, intitulado “Never too soon”. O projeto chega às plataformas digitais e lojas físicas em formato de CD e LP no dia 30 de outubro, trazendo um repertório predominantemente inédito e autoral com nove faixas.
Parceria de sucesso com Tutty Moreno
Gravado na capital fluminense, o disco conta com a produção musical conduzida em conjunto pela própria artista e pelo baterista Tutty Moreno, seu parceiro tanto na vida pessoal quanto na trajetória artística. O lançamento consolida ainda mais a sólida parceria de 27 anos entre a musicista e o selo britânico Far Out Recordings, iniciada com a chegada do icônico disco “Hard bossa” ao mercado internacional em 1999.
Destaques do repertório e participações
Entre as novidades da safra autoral, destacam-se a faixa de abertura “Não à toa”, um afro-samba de tons graves, e a canção “Respira fundo”. Esta última traz em sua introdução a reflexão: “É, respira fundo, meu bem / Segura o samba / … / E, no mais, estamos aí / Quem sabe a febre tem cura?”.
O arranjo vocal dessa mesma música ganha um brilho especial após os primeiros minutos, quando se abre com o coro formado pela filha da compositora, Ana Martins, e pelos netos Miguel Martins e Tom Andrade. O álbum também abre espaço para homenagens instrumentais, como em “Chovendo na Horta (For my brother Toninho)”, faixa sem letra composta em honra ao guitarrista mineiro Toninho Horta, que participa da execução musical.
Regravações e clássicos repaginados
O alinhamento do projeto reserva espaço para releituras marcantes, a começar por “Aldeia de Ogum”. A música foi originalmente lançada no aclamado LP “Feminina” em 1980 e posteriormente resgatada nas pistas de dança europeias na década de 1990, período crucial em que a artista conquistou o mercado internacional após enfrentar boicotes de gravadoras brasileiras nos anos 80. Na nova versão, a faixa ganha sopros sob a regência de Nailor Proveta.
Proveta também assina os arranjos de metais para a abordagem moderna de “Beija-me”, clássico composto por Roberto Martins e Mário Rossi em 1943 e eternizado na voz do cantor Cyro Monteiro. A escolha reforça a identidade rítmica do projeto, focado no balanço e no groove característicos da sonoridade da violonista.
Banda-base e encerramento do projeto
Acompanhando a mestra do violão — cuja técnica já recebeu elogios de grandes nomes como Antonio Carlos Jobim —, a banda-base reúne músicos de altíssimo nível. O grupo conta com Tutty Moreno na bateria e percussão, Jorge Helder no baixo, Lula Galvão no violão e guitarra, e Marcos Nimrichter nos teclados.
O encerramento do repertório ocorre com a faixa “4:08”, interpretada em inglês e adornada pelos sopros do trompetista José Arimatéa. Com essa entrega, o álbum reafirma a vitalidade da hard bossa e a maestria com que a instrumentista conduz sua obra em qualquer cenário.








