A Meta removeu o áudio de um vídeo publicado pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) no Instagram, atendendo a uma solicitação por violação de direitos autorais. O conteúdo, que utilizava a música Grão de Areia, trazia entrevistas com moradores da cidade de Mundo Novo, na Bahia, criticando a gestão do governo do PT na região.
H2 A disputa entre o deputado e o cantor Embora a plataforma não tenha revelado publicamente o autor da denúncia, o pedido partiu do cantor Rubel, um dos compositores da faixa. Após a remoção da trilha sonora, Nikolas Ferreira utilizou suas redes sociais para criticar a postura do artista, classificando o ato como uma tentativa de censura motivada por divergências ideológicas.
O parlamentar disparou críticas diretas ao músico pela ação. “A Sony foi acionada pelo Rubel pra derrubar o som. Ninguém mais pediu, só ele. Nem produtora, nem ninguém mais. O covarde achou que ninguém ia descobrir que foi ele que pediu na calada. No fim, um petista calou a voz dos nordestinos. Nada mais simbólico”, escreveu o deputado em suas redes.
H2 Posicionamento dos envolvidos Em nota oficial, a Meta limitou-se a explicar que “o áudio da publicação foi indisponibilizado em razão de uma solicitação de direitos autorais sobre a música utilizada”. O cantor Rubel optou por não se manifestar sobre o ocorrido.
Por sua vez, Xande de Pilares, que divide os vocais na canção, esclareceu que não possui autonomia para autorizar o uso da obra em plataformas digitais, sendo essa uma prerrogativa exclusiva dos detentores dos direitos autorais. Os demais compositores e a gravadora Sony Music não responderam aos pedidos de esclarecimento sobre o caso.
H2 Regras da plataforma sobre direitos autorais As diretrizes da Meta estabelecem que a utilização de material de terceiros sem autorização pode resultar na remoção do conteúdo, independentemente de o usuário dar créditos ao autor ou não ter fins lucrativos com a postagem. A rede social reforça que denúncias de propriedade intelectual podem levar à exclusão imediata do material, dando ao usuário a possibilidade de recorrer caso considere a medida indevida. Até o momento, não há informações se o deputado pretende contestar a decisão da plataforma.








