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Judi Dench revela que perda da visão encerra sua carreira artística

Aos 91 anos, a icônica atriz britânica enfrenta avanços da degeneração macular que impossibilitam a leitura e a atuação em cena.

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Atriz Judi Dench afirma que piora da visão a impede de continuar atuando

A renomada atriz Judi Dench anunciou que a deterioração de sua visão atingiu um estágio crítico, tornando inviável a continuidade de seu trabalho em produções teatrais e cinematográficas. Diagnosticada com degeneração macular há mais de dez anos, a artista de 91 anos enfrenta desafios crescentes no cotidiano e na vida profissional.

O impacto da degeneração macular na rotina A condição oftalmológica, que já a impedia de reconhecer amigos desde 2025, agora impõe limitações severas. A dificuldade em identificar rostos faz com que a atriz frequentemente confunda estranhos com conhecidos, resultando em situações constrangedoras. Sobre a impossibilidade de seguir com seu ofício, ela foi categórica em entrevista à Rádio BBC nesta quinta-feira:

“Não posso mais subir ao palco, não posso mais fazer peças, não posso mais fazer filmes, não consigo mais ler”

“Então, você tem que se adaptar a tudo isso, aceitar a situação e simplesmente seguir em frente, sem pensar muito nisso.”

Uma trajetória brilhante no entretenimento Com sete décadas de dedicação ao teatro, cinema e televisão, Dench consolidou um legado admirável. Detentora de um Oscar, um prêmio Tony e sete estatuetas Olivier, ela é mundialmente lembrada por sua marcante interpretação como a personagem “M” na franquia James Bond. Além disso, sua trajetória é marcada pela excelência em papéis shakespearianos, como Cleópatra, Lady Macbeth e Julieta.

A conexão profunda com a obra de William Shakespeare permanece viva, especialmente através da poesia:

“Sou apaixonada pelos sonetos, simplesmente os adoro”

“A maneira como ele resumiu de forma tão simples o que qualquer um de nós sente em relação a, bem, qualquer coisa”

O legado de coragem e superação Ao olhar para trás, a atriz reflete sobre a audácia que pautou sua escolha de papéis e a natureza desafiadora da atuação. Para ela, o receio diante de novos projetos sempre foi um motor fundamental.

“Para mim, é sempre assustador, mas isso faz parte”

“É parte do que esse medo gera: uma energia que você pode aproveitar, usar essa energia.”

“É sempre um ‘trabalho em andamento’, sempre.”

Ao encerrar este capítulo profissional, Dench deixa uma marca indelével na história da dramaturgia, sendo lembrada não apenas por seu talento técnico, mas pela resiliência demonstrada ao enfrentar a transição imposta pela saúde.

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