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MP investiga suspeita de prisão ilegal de sargento dos Bombeiros dentro de quartel em MT

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MP investiga suspeita de prisão ilegal de sargento dos Bombeiros dentro de quartel em MT

O Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) determinou novas diligências para investigar a suspeita de que um terceiro-sargento do Corpo de Bombeiros Militar tenha sido mantido preso ilegalmente dentro de um quartel, em Tangará da Serra.

O caso ocorreu em 16 de maio de 2026 e envolve o militar identificado pelas iniciais W.N.O. Segundo a defesa, ele teria permanecido cerca de duas horas e meia na unidade militar após receber uma suposta ordem verbal de prisão de superiores hierárquicos.

A suspeita é de que a restrição de liberdade tenha ocorrido sem registro de prisão em flagrante, emissão de nota de culpa ou comunicação à Justiça.

Em manifestação assinada no dia 29 de outubro, o promotor Henrique de Carvalho Pugliesi determinou a continuidade das investigações, com prazo adicional de 90 dias para esclarecer as circunstâncias do episódio. Segundo o advogado do sargento, depoimentos colhidos durante a investigação militar indicariam que houve uma determinação para prender o militar, posteriormente cancelada.

Uma das testemunhas relatou que uma equipe do Corpo de Bombeiros, que estava em deslocamento, recebeu ordem para retornar a Tangará da Serra com o objetivo de formalizar a prisão em flagrante. Pouco depois, a determinação teria sido modificada.

Outro militar afirmou ter recebido uma ligação de um coronel questionando por que o flagrante não havia sido registrado.

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Oficiais negam prisão

Durante a investigação, oficiais do Corpo de Bombeiros negaram ter determinado a prisão ou a permanência obrigatória do sargento no quartel. Um major responsável pela unidade afirmou que o militar permaneceu no local por motivos assistenciais e preventivos, sem restrição de liberdade.

A defesa contesta essa versão e aponta divergências entre os depoimentos. O Ministério Público quer identificar quem teria determinado o retorno da equipe, se houve ordem de prisão e quais militares participaram das decisões.

Também foram solicitados novos depoimentos e documentos, incluindo registros funcionais, comunicações internas e escalas de serviço. A defesa ainda pede a investigação de possíveis crimes de abuso de autoridade e falsidade ideológica.

O episódio foi identificado durante a apuração de outro caso envolvendo o sargento, indiciado por suspeita de ameaça prevista no Código Penal Militar. Essa acusação será analisada separadamente. Até o momento, não há conclusão oficial de que tenha ocorrido prisão ilegal ou prática de crimes por parte dos superiores envolvidos.

Redação Nortão MT

 

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