As exportações brasileiras para a Espanha alcançaram a marca de US$ 7,5 bilhões nos primeiros nove meses de 2026, o que representa uma alta de 10% em comparação com o mesmo período do ano anterior, quando o montante foi de US$ 6,8 bilhões. O avanço financeiro totalizou US$ 688,3 milhões, de acordo com levantamento divulgado recentemente. O comércio bilateral entre as nações havia movimentado US$ 12,6 bilhões em 2025.
Impacto do acordo Mercosul e União Europeia
A implementação do tratado comercial entre o Mercosul e a União Europeia, iniciada em maio de 2026, abriu novas frentes para as trocas comerciais. Historicamente, a Espanha realiza grande parte de suas importações globais de parceiros com quem mantém acordos comerciais vigentes.
“Esse é o nosso papel. Nós queremos cada vez mais facilitar e acelerar os investimentos exteriores aqui no Brasil, destacadamente os investimentos europeus”, destacou o do presidente da ApexBrasil, Laudemir Müller.
Crescimento das vendas para o mercado europeu
Entre maio e setembro de 2026, as vendas do Brasil para a União Europeia expandiram em US$ 6,4 bilhões na mesma base de comparação anual. No território espanhol, os destaques foram o suco de laranja congelado, abacates frescos, carnes bovinas desossadas, miudezas de aves, motores, componentes industriais e madeiras processadas.
A base da pauta exportadora nacional continua concentrada em petróleo bruto, soja, farelo de soja, minério de cobre e café verde, que respondem por mais de dois terços das remessas ao país europeu. O Brasil detém a marca de 61% da soja importada pelos espanhóis e lidera o fornecimento de farelo de soja.
Oportunidades e investimentos estrangeiros
A Espanha integra a lista dos maiores importadores do mundo e apresenta centenas de oportunidades comerciais para empresas brasileiras em setores como alimentos processados, máquinas, combustíveis refinados e produtos químicos. A aviação também ganha destaque com parcerias envolvendo a Embraer.
No campo dos investimentos, a presença espanhola no Brasil permanece expressiva. O estoque de investimento estrangeiro direto atingiu US$ 81,3 bilhões em 2025, colocando o país europeu entre as principais origens de capital externo no território nacional, com forte atuação de companhias de telecomunicações, energia e infraestrutura.









