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Eleições municipais devem impulsionar novos nomes para a direita e a esquerda em 2030

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Eleições municipais devem impulsionar novos nomes para a direita e a esquerda em 2030

Tanto a esquerda quanto a direita devem buscar novas lideranças para as próximas eleições. Afinal, Lula não pode mais se candidatar e, com a saída de Flávio Bolsonaro do Brasil, abriu-se um espaço também no outro espectro político.

O analista político Eduardo Bresciani explica que esse processo de construção de lideranças é bastante complexo: “Não há uma receita muito clara, são processos de construção política. […] Se a gente olha para cenários anteriores, nas eleições de 2018, fechadas as urnas, uma alternativa a Jair Bolsonaro era considerado João Dória, que era governador de São Paulo. Quatro anos depois, João Dória não conseguiu nem ser candidato; não teve apoio do seu próprio partido. […] Então, esses processos de construção de lideranças são muito complexos e não têm uma receita absoluta.”

Segundo o analista, a expectativa é que novas lideranças surjam no Congresso Nacional ou nos governos estaduais: “O cenário mais provável é que essas lideranças, como a gente citou no Congresso Nacional, e mesmo os governadores de estado, se sobressaiam e se coloquem como alternativa.”

Apesar de enfatizar que não há uma receita própria para a construção de novas lideranças, Bresciani destaca a importância que as eleições municipais terão nesse cenário: “Os manuais de política sempre colocam que elas passam pelas eleições municipais”, e conclui: “Certamente a gente vai ver muitos desses potenciais candidatos já se posicionando nas próximas eleições de forma a montar uma base que dê sustentação a candidaturas futuras”.

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