O presidente Luiz Inácio Lula da Silva celebrou sua reeleição neste domingo (25) classificando o resultado como um triunfo contra a desinformação, além de cobrar novas regras para a atuação das empresas de tecnologia no país.
Combate às fake news e controle da internet
Durante sua primeira manifestação oficial após a confirmação do pleito, o chefe do Executivo sustentou que a internet precisa de maior fiscalização e que condutas ilícitas no ambiente virtual não devem ter tratamento diferenciado da vida real.
“Essa eleição foi uma derrota do negacionismo, foi uma derrota da mentira”, afirmou Lula. “Vamos ter que regulá-las. Não é possível que a gente não tenha consciência de que o crime no mundo digital tem que ser tratado igual a um crime na vida real”, acrescentou.
Críticas às big techs e exigência fiscal
O mandatário também apontou interferências das corporações de tecnologia na disputa eleitoral e cobrou obrigações tributárias mais rígidas para essas companhias bilionárias que operam no território nacional.
Para o presidente, o país não pode aceitar que grandes companhias faturem milhões ou bilhões sem pagar impostos no Brasil e, ao mesmo tempo, tentem influenciar o resultado das eleições.
Ataques ao adversário e debates
Na mesma ocasião, o político petista direcionou críticas severas ao seu principal oponente na corrida presidencial, Flávio Bolsonaro (PL), relatando desconforto durante os confrontos diretos na televisão.
“Eu nunca pensei em me deparar com representante genuíno do milicianismo desse país”, declarou, ao comparar os debates com as reuniões que mantém anualmente com líderes mundiais no G20, nos Brics e no G7.
O discurso consolida a agenda do governo para o próximo mandato, colocando a soberania digital e o combate a crimes cibernéticos como prioridades legislativas e políticas.








