O Tribunal do Júri de Sinop proferiu, nesta semana, a sentença contra três réus envolvidos no assassinato de David Felipe de Souza Rodrigues. O crime ocorreu em 14 de junho de 2024, dentro da ala LGBT do presídio Ferrugem. Os condenados, que já se encontravam detidos, deverão cumprir as penas em regime fechado. Wesley do Amor Divino recebeu a maior sentença, com 30 anos e 8 meses de reclusão. Já Emerson Diego Pestana da Silva foi condenado a 26 anos e 10 meses, enquanto Israel de Andrade deverá cumprir 26 anos e 1 mês de prisão.
Dinâmica do crime e condenação
A vítima foi localizada sem vida dentro de uma cela que dividia com outros dois detentos. Na época do ocorrido, os suspeitos foram autuados em flagrante. Durante o interrogatório, Emerson confessou ter cometido as agressões. Ele alegou que o crime teria sido motivado por um suposto desentendimento relacionado a um relacionamento homoafetivo que mantinha com a vítima. O outro suspeito optou por permanecer em silêncio.
Investigações da Polícia Civil
O inquérito, conduzido pela Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Sinop sob coordenação do delegado Braulio Cunha Junqueira, utilizou registros visuais para desvendar a dinâmica da execução. As imagens obtidas pelos investigadores confirmaram a participação direta dos envolvidos no ataque.
De acordo com os levantamentos da Polícia Civil, Emerson utilizou uma faca artesanal, feita a partir de um vergalhão extraído da estrutura da própria unidade, para golpear a vítima. Já Israel teria atuado na contenção de David e na retirada de um terceiro detento que tentou intervir para impedir a violência.
Motivação real do homicídio
Embora a defesa tenha tentado sustentar uma motivação passional, as investigações revelaram uma causa distinta. Segundo a Polícia Civil, o homicídio foi uma retaliação. David teria delatado a policiais penais a existência de celulares e armas artesanais no presídio. Por conta disso, teria sido condenado à morte pela organização criminosa.








