Uma das mulheres que acusam Russell Brand de estupro contou em depoimento nesta quarta-feira (21) que o ator a tratou “como um animal”.
Tribunal da Coroa de Southwark analisa o caso O julgamento do comediante acontece no Tribunal da Coroa de Southwark, em Londres, onde foram apresentadas gravações de entrevistas policiais com a denunciante, que alega não ter consentido em ter relações sexuais com ele em sua casa em 2009.
Contexto das acusações e negação do artista Brand, que já foi um dos apresentadores mais conhecidos do Reino Unido e ex-marido da cantora americana Katy Perry, está sendo julgado por três acusações de estupro, três de agressão sexual e uma de atentado ao pudor, referentes a seis mulheres e a episódios ocorridos entre 1999 e 2009. Ele nega todas as acusações.
Detalhes da investigação e mensagens reveladas Segundo informações do Sky News, a mulher disse que ficou surpresa ao receber, seis meses depois, uma mensagem de texto “aleatória” na qual Brand dizia que queria “provocá-la ainda mais”. Ela respondeu perguntando: “Por que você está me mandando mensagem?”.
Na gravação ouvida pelo júri, a mulher explicou que não respondeu imediatamente porque estava chateada, mas depois escreveu: “Acho que você já passou dos limites, você me tratou como um animal”. Ela contou ainda que Brand respondeu logo em seguida. “Ele disse: ‘Desculpe’.”
O depoimento seguiu com o relato de que ela conheceu Brand em um de seus shows de comédia no Hammersmith Apollo em 2009. Ela disse que, na época, tinha um namorado, mas foi até o camarim de Brand, onde os dois tiveram um primeiro contato sexual.
A mulher afirmou que, no encontro seguinte, ocorrido na casa do comediante, houve uma relação sexual sem consentimento. Segundo seu relato, ela havia concordado apenas com determinado tipo de relação sexual.
O tribunal ouviu ainda que Brand teria pedido que ela tomasse banho e escovasse os dentes antes de eles terem relações. Questionada pelo detetive durante a entrevista se em algum momento houve uma conversa sobre sexo anal, ela respondeu: “Não”.
O caso segue em andamento na justiça britânica, com novas audiências previstas para esclarecer os episódios sob análise do júri.








