–:–:–
Conecte-se conosco

Starlink e Starshield: conheça a diferença entre as redes

Enquanto a versão comercial atende civis, a militar responde diretamente ao governo dos Estados Unidos e ao Pentágono.

3 visualizações
Starlink tem uma 'irmã militar' controlada pelos EUA; entenda o que é a Starshield

As recentes reclamações da Ucrânia sobre supostas restrições em serviços de internet militar trouxeram à tona o debate sobre as distinções operacionais entre a rede comercial Starlink e a sua contraparte voltada para a defesa, a Starshield, ambas desenvolvidas pela SpaceX de Elon Musk.

O controle governamental da rede militar

Em postagem na rede social X, Elon Musk esclareceu a divisão de responsabilidades sobre as plataformas:

“Os sistemas Starshield são propriedade e estão sob controle do governo dos Estados Unidos”

O empresário pontuou ainda que eventuais limitações de velocidade ou uso são estipuladas diretamente pelo presidente norte-americano ou pelos comandos militares.

Por outro lado, o executivo detalhou a natureza do outro serviço:

Já “o Starlink é um serviço comercial pertencente e controlado pela SpaceX. Seu uso está limitado a atividades civis ou defensivas e não pode ser empregado em ações militares ofensivas, pois isso seria inadequado para uma empresa comercial”.

Como funciona o sistema comercial

Principal gerador de receita para a companhia espacial, o Starlink consiste em uma constelação com mais de 11 mil satélites posicionados em órbita baixa. O projeto serve para levar conexão de alta velocidade a locais isolados, somando cerca de 13 milhões de assinantes entre empresas de navegação, companhias aéreas, aventureiros e moradores de áreas remotas.

Iniciada em 2019, a infraestrutura utiliza foguetes reutilizáveis para posicionar os equipamentos entre 328 e 614 quilômetros de altitude. Essa proximidade com a Terra garante uma performance superior em relação aos satélites de comunicação tradicionais, que operam muito mais distantes.

O braço de defesa e inteligência

A unidade Starshield foca no atendimento a agências de segurança nacional e forças armadas, tendo como principais parceiros o Pentágono, a Space Force e o National Reconnaissance Office (NRO). Embora compartilhe a mesma base tecnológica e parte dos satélites do sistema civil, a divisão militar emprega criptografia avançada e hardwares dedicados.

O Departamento de Defesa norte-americano já investiu bilhões na aquisição de terminais e satélites voltados para missões de reconhecimento, detecção antecipada de mísseis e espionagem.

Atuação e contratos no conflito ucraniano

A relação entre as duas tecnologias ganhou destaque mundial logo após a invasão russa em 2022, quando um ataque cibernético desativou a rede Viasat utilizada pelas forças da Ucrânia. Na ocasião, o então ministro da Defesa ucraniano, Mykhailo Fedorov, recorreu ao X para pedir suporte a Musk, que respondeu prontamente:

“O serviço Starlink está agora ativo, mais terminais estão a caminho”

Desde então, o ecossistema espacial da SpaceX virou o pilar das comunicações ucranianas na linha de frente e no suporte a drones de longo alcance. Com mais de 50 mil terminais recebidos de aliados — incluindo um carregamento financiado pela Polônia —, o país utiliza tanto equipamentos civis quanto unidades do Starshield financiadas pelos Estados Unidos, gerando frequentes confusões sobre qual serviço está em operação no campo de batalha.

Mais em Tecnologia

Ver tudo →