Os jogos de mundo aberto passaram por diversas transformações nos últimos anos, como o mapa quase infinito de possibilidades de Skyrim, o detalhado e profundo Red Dead Redemption 2 ou a liberdade de The Legend of Zelda: Breath of the Wild, que garante um nível de liberdade nunca antes visto em um jogo do gênero. Embora sua popularidade tenha explodido recentemente, a estrutura existe há décadas, levantando a dúvida sobre qual foi o pioneiro do estilo.
O conceito de mundo aberto
A expressão “jogos de mundo aberto” virou um daqueles termos que costumam conter seu significado nas próprias palavras. No entanto, alguns jogadores podem deixar um conceito ou outro de lado. Trata-se de uma estrutura de design centrada na exploração e na liberdade, formando um universo contínuo sem telas de carregamento, onde o jogador pode encontrar itens, resolver quebra-cabeças e interagir com NPCs.
Os pioneiros da exploração livre
Como a mecânica é flexível, definir um único criador é uma tarefa complexa. O Adventure, lançado em 1980 para o Atari, inovou ao trazer 30 telas interligadas e exploração não linear. Logo depois, Ultima I: The First Age of Darkness (1981) introduziu vastos mapas-mundi nos computadores, aproximando-se dos RPGs de mesa. Já em 1984, o espacial Elite trouxe um universo gerado procedimentalmente com 8 galáxias e 256 sistemas planetários, sem qualquer linearidade.
A evolução nos consoles
O clássico The Legend of Zelda (1986) consolidou as bases no Nintendinho com um mapa de 128 telas interconectadas. Anos mais tarde, em 1999, o Dreamcast recebeu Shenmue, marco absoluto em 3D. “De acordo com Suzuki, o termo “mundo aberto” ganhou força após Shenmue I e II, o que consolida ainda mais o peso e a importância do RPG da SEGA.”
A era moderna dos mundos abertos
A Rockstar Games elevou o patamar com o lançamento de Grand Theft Auto III em 2001, oferecendo uma cidade reativa e inspirando inúmeros sucessos posteriores. Mais recentemente, The Legend of Zelda: Breath of the Wild (2017) levou a liberdade ao extremo, influenciando títulos aclamados como Elden Ring e pavimentando o caminho para sequências como Tears of the Kingdom.
Em suma, não existe um único inventor para o gênero, pois o formato foi moldado coletivamente por múltiplos lançamentos ao longo dos anos. O futuro da indústria agora aguarda por grandes lançamentos, como GTA 6, The Elder Scrolls VI e The Witcher 4, que têm a missão de redefinir os limites da exploração virtual.








