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Crítica: Se Eu Fosse Você 3 perde o brilho com nova geração

A franquia de sucesso retorna aos cinemas, mas a troca de protagonistas não consegue repetir a química dos memoráveis Tony Ramos e Glória Pires.

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'Se eu fosse você 3' passa bastão para novo casal em comédia pouco engraçada; g1 já viu

Após o estrondoso sucesso dos dois primeiros longas, que somaram milhões de espectadores, a franquia que consagrou a troca de corpos entre casais retorna com uma nova proposta. Em Se Eu Fosse Você 3, que estreia nesta quinta-feira (8), o bastão é passado para uma nova dupla, enquanto os veteranos Tony Ramos e Glória Pires assumem um papel secundário na trama.

A transição de protagonistas O roteiro desloca o foco para Bia, filha de Cláudio e Helena, e seu namorado, Aquiles. Após uma discussão, o casal passa pelo mesmo fenômeno sobrenatural que assombrou os pais de Bia. O conflito central ocorre em um momento crítico: ela precisa brilhar como chef de cozinha enquanto ele se prepara para uma prova esportiva de alto nível.

O desafio da sucessão A escolha de focar em um novo elenco segue uma tendência de Hollywood, vista em produções como Pânico ou Ghostbusters. No entanto, a execução deixa a desejar. O casal formado por Cleo Pires e Rafael Infante se esforça, mas não alcança o timing cômico nem a profundidade da dupla original.

A direção de Anita Barbosa, que substitui Daniel Filho, também é um ponto de atenção. A abordagem técnica, que remete mais a um formato televisivo do que a uma produção cinematográfica, somada a um roteiro repleto de clichês, faz com que a obra perca o fôlego e soe datada.

O brilho de Tony Ramos e Glória Pires Apesar das fragilidades, o reencontro com os personagens originais é o ponto alto do longa. Tony Ramos e Glória Pires provam, mais uma vez, por que são pilares do entretenimento brasileiro. O ator entrega momentos de comédia genuína ao retratar a apreensão de um pai que vê a filha repetir sua própria história, enquanto Pires mantém o equilíbrio necessário com naturalidade.

Sobre a dificuldade dos novos protagonistas, o texto aponta: “Não que os dois sejam atores ruins, longe disso. O problema é que os dois não conseguem criar nuances para mostrar a mudança de personalidade de seus personagens após a troca de corpos. Logo, não há muitas diferenças entre a atuação dos dois, antes e depois do fenômeno que marca a franquia.”

Conclusão O filme acaba funcionando apenas como um passatempo para os fãs mais saudosos da série. É uma produção que cumpre o básico, mas que, diante do tempo de planejamento, poderia ter entregue um resultado muito mais refinado e criativo para o público.

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