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Laila Garin brilha em musical sobre a vida de Edith Piaf

A atriz baiana assume o papel icônico no espetáculo Piaf – Eu não me arrependo, em cartaz no Rio de Janeiro até o dia 1º de novembro.

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Laila Garin é fenômeno em cena como Edith Piaf com atuação sobrenatural que equilibra drama e música na corda bamba da vida da cantora francesa

A partir de 2026, a história de Edith Piaf ganha uma nova e poderosa representação nos palcos brasileiros. A atriz Laila Garin entrega uma performance arrebatadora no musical Piaf – Eu não me arrependo, conduzindo o público por uma jornada de três horas que explora a trajetória intensa da lendária cantora francesa.

O legado de Piaf no Brasil Por décadas, o nome de Edith Piaf esteve intrinsecamente ligado à figura de Bibi Ferreira, que estreou o musical sobre a artista em 1983. O sucesso daquela montagem, com texto de Pam Gems e direção de Flávio Rangel, tornou-se uma referência cultural no país. Agora, Laila Garin escreve um novo capítulo ao personificar a voz e a alma da estrela com uma intensidade que renova o interesse pela obra da francesa.

Uma vida na corda bamba Com dramaturgia assinada por Newton Moreno e Alessandro Toller, a peça retrata a ascensão de uma mulher criada em bordéis e circos até o estrelato mundial. O espetáculo, dirigido por Sérgio Módena, não foge dos temas espinhosos da vida de Piaf, como o vício em morfina, as tragédias amorosas e a constante luta pela sobrevivência. Garin, com ascendência francesa, utiliza sua técnica vocal impecável e um trabalho corporal detalhista para transmitir a resiliência de uma artista que, mesmo diante da decadência física, nunca abandonou o palco.

Momentos musicais inesquecíveis A direção musical de Cláudiz Elizeu dá o suporte necessário para que Garin brilhe em clássicos do repertório da cantora. Entre os pontos altos da montagem, destacam-se:

Millord: interpretada em um momento de extrema dor pessoal da personagem. La vie en rose: utilizada como um símbolo de esperança em meio ao cenário de guerra. Hymme à l’amour: um brado de dor pela perda do pugilista Marcel Cerdan. À quoi ça sert l’amour: um dueto emocionante com Gabriel Vicente, que vive o último marido da cantora, Theo Sarapo.

Conclusão A entrega de Laila Garin culmina na interpretação de Non, je ne regrette rien, momento que costuma levar a plateia ao delírio. Com essa atuação memorável, a atriz se consolida como uma das maiores intérpretes da atualidade, garantindo que o espírito de Edith Piaf continue vivo e vibrante no teatro brasileiro contemporâneo. O espetáculo segue em cartaz no Teatro Riachuelo, no Rio de Janeiro.

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