Uma multidão tomou a Avenida Paulista, em São Paulo, neste domingo (11), durante a Marcha Pela Democracia. O evento, que contou com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), foi organizado por uma coalizão diversa, incluindo movimentos sociais, coletivos estudantis, torcidas organizadas de clubes como Palmeiras e Corinthians, além de integrantes da Parada do Orgulho LGBT+ e comunidades de fãs de artistas pop.
A expectativa para a votação da escala 6×1 O presidente classificou os próximos dias como fundamentais para o pleito e destacou a votação no Senado sobre o fim da escala 6×1, prevista para quarta-feira (14).
“[Nesta semana,] Vai se provar como é que o partido do meu adversário [o PL] vai votar: se ele vai querer manter os trabalhadores trabalhando seis dias e descansando um, ou se ele vai votar para o trabalhador ter os dois dias de descanso”, disse Lula.
Sobre a tentativa da oposição de adiar a votação para após o segundo turno, o petista foi enfático:
“Já está marcada a data da votação, portanto, a única coisa que a oposição pode fazer é a seguinte: demonstrar se vão ter coragem de votar contra ou a favor”.
Críticas aos cortes e propostas de segurança Durante o discurso, Lula voltou a atacar o plano econômico proposto pelo adversário Flávio Bolsonaro (PL), classificando-o como um “tesouraço” que prejudicaria as camadas mais vulneráveis.
“O tesouraço dele possivelmente seria o mesmo tesouraço do [presidente da Argentina, Javier] Milei, ou seja, cortar direito do povo pobre, cortar direito do aposentado, cortar direito daqueles que precisam ganhar um pouco mais, e levar o povo outra vez para a situação de miséria neste país. Isso a gente não permite de forma alguma que volte a acontecer no Brasil”, afirmou.
O candidato também abordou a PEC da Segurança Pública, defendendo uma atuação federal mais contundente no combate ao crime.
“A gente poderá dizer ao povo brasileiro o seguinte: para o povo trabalhador, para a comunidade, para o território, proteção; para os bandidos, prisão, porque o governo vai fazer uma intervenção na segurança pública, coisa que a Constituição não permite até agora”, declarou o presidente.
Memória e educação Do alto de um carro de som próximo ao MASP, o petista relembrou a gestão da pandemia pelo governo anterior e reforçou seus planos para a educação.
“Vocês sabem o que a família bolsonarista fez neste país. Vocês sabem o que é um presidente rir de pessoas que estavam morrendo asfixiadas por falta de oxigênio. Vocês viram quantas pessoas foram enterradas em saco preto, sem poder se despedir da sua família, porque tivemos um presidente irresponsável que duvidou da ciência, que não acreditou na medicina, que receitou remédio que não prestava para nada”, relembrou.
Sobre o ensino superior, ele destacou números: “Quando nós chegamos na presidência, em 2003, o Brasil tinha apenas 4,8 milhões de pessoas com diploma universitário no mercado de trabalho. Hoje, o Brasil já tem 26 milhões, e nós queremos 50 milhões, 100 milhões”, disse.
Mobilização nacional e combate à abstenção Lula também fez um apelo para reduzir a taxa de abstenção, que atingiu 21,08% no primeiro turno, pedindo foco especial no eleitorado acima dos 70 anos.
“Se essa pessoa não quer votar por ela, ela tem filho, filha, neto, bisneto e tem a pátria dela para cuidar. E não pode permitir que os bandidos voltem a governar este país”, afirmou.
Além de São Paulo, o domingo foi marcado por atos de apoio em diversos estados, incluindo manifestações em Maceió, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Goiânia, Salvador e Brasília, onde apoiadores reforçaram pautas como a jornada de trabalho e a reeleição do petista.








