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Fim da escala 6×1: Lula anuncia votação no Senado para quarta

Proposta que limita carga horária semanal gera forte polarização entre governistas e oposição no segundo turno

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Lula anuncia votação do fim da escala 6×1 para esta quarta-feira (14) no Senado

O plenário do Senado Federal deve votar na próxima quarta-feira (14) a Proposta de Emenda à Constituição que acaba com o modelo de trabalho conhecido como escala 6×1, que prevê seis dias de atividade para apenas um de descanso. O anúncio foi feito pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante um evento de campanha na Avenida Paulista, em São Paulo.

Articulação política e embate eleitoral

A definição do calendário ocorreu por meio de articulação com o presidente da Casa, Davi Alcolumbre. O tema ganhou protagonismo na reta final da disputa do segundo turno, dividindo partidos da base aliada e da oposição em torno dos direitos trabalhistas e da carga horária semanal.

Durante o discurso no palanque, o chefe do Executivo cobrou publicamente uma posição dos parlamentares contrários ao texto:

“Isso já foi tratado com o senador Alcolumbre e a data da votação já está marcada. Portanto, a única coisa que a oposição pode fazer é demonstrar se terá coragem de votar contra ou a favor. É só isso. O PL tem que dizer se é favorável a que os trabalhadores descansem mais ou se quer que continuem trabalhando mais”.

Detalhes da proposta e tramitação

A matéria em discussão propõe a transição para o limite máximo de 40 horas semanais de trabalho, garantindo a manutenção dos salários. Enquanto parlamentares governistas aceleram a tramitação para obter apelo popular antes da votação decisiva marcada para 25 de outubro, setores empresariais e oposicionistas tentam barrar o ritmo acelerado.

Pelo planejamento da Mesa Diretora do Senado, a sessão da próxima quarta-feira envolverá o encerramento dos debates no plenário e a análise da matéria em primeiro turno.

Outros temas do ato na capital paulista

Além do anúncio sobre a jornada laboral, o ato político deste domingo contou com manifestações sobre decisões judiciais e discursos de aliados.

O presidente criticou duramente a determinação do presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, que ordenou a suspensão do canal de mensagens “Exército do Lula” no aplicativo WhatsApp, considerando a ação uma interferência da Justiça no processo eleitoral.

O vice-presidente Geraldo Alckmin também discursou no evento e reforçou a necessidade de respeito às leis, declarando que “ninguém vai rasgar a Constituição brasileira”.

Por fim, o mandatário aproveitou o encontro com governadores recém-eleitos do Nordeste, como Piauí, Ceará e Bahia, para destacar a expansão de sua base de apoio fora da região Sudeste.

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