Na projeção de um confronto direto pelo Palácio do Planalto no segundo turno, o senador Flávio Bolsonaro (PL) desponta na liderança com 52,8% dos votos válidos, superando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que atinge 47,2%. A distância de 5,6 pontos percentuais entre os postulantes ultrapassa o limite da margem de erro. No cômputo geral, que contabiliza indecisos, nulos e votos em branco — grupo que representa 3,2% do total —, o parlamentar soma 51,1% ante 45,7% do atual mandatário.
Segmentação por crença, perfil de gênero e poder aquisitivo
O eleitorado religioso apresenta contrastes acentuados: entre os evangélicos, a preferência por Flávio chega a expressivos 72,7%, enquanto Lula marca 23,5%. Já no segmento católico, o cenário indica equilíbrio absoluto, com o petista numericamente à frente com 49% contra 48,7% do senador.
No recorte por gênero, o representante do PL atinge 57,7% da preferência masculina, ante 36,9% do presidente. Por outro lado, Lula lidera no eleitorado feminino, registrando 53,6% contra 45,2% do rival.
A estratificação econômica também expõe preferências distintas:
- Até R$ 2 mil mensais: Lula lidera com 55% contra 39,9% de Flávio;
- De R$ 2 mil a R$ 3 mil: Lula mantém vantagem, com 52,8% frente a 45,3%;
- De R$ 3 mil a R$ 5 mil: Flávio passa à frente, alcançando 57% contra 40,6%;
- De R$ 5 mil a R$ 10 mil: o senador marca 56,5% contra 39,9%;
- Acima de R$ 10 mil: vantagem para o parlamentar, com 50,3% a 47,1%.
Comportamento eleitoral nos colégios regionais
O levantamento revela ampla força do congressista do PL no Centro-Oeste (65,7% a 33,6%), na Região Sul (64,5% a 34,3%) e no Sudeste (54,4% a 42,9%). Em contrapartida, a liderança lulista se concentra no Nordeste, onde o petista alcança 57,6% ante 36,2% do oponente, e no Norte, somando 51,1% contra 48,5% de Flávio.
Herança de votos e capacidade de gestão por área
A sondagem calculou a redistribuição dos eleitores de candidaturas que ficaram pelo caminho na primeira etapa da eleição. Quem optou por Ronaldo Caiado (PSD) direciona 54,9% das intenções para Flávio e 26,9% para Lula. O senador também atrai 40,3% das bases de Renan Santos (Missão), contra 28,1% destinados ao petista. Já entre os apoiadores de Augusto Cury (Avante), Lula tem a preferência de 50,4%, ante 38,9% de Flávio. O chefe do Executivo ainda concentra 63,1% dos que se abstiveram no primeiro turno.
Avaliação de competência temática
Quando questionados sobre a capacidade dos candidatos em conduzir 13 diferentes setores da administração pública, os participantes apontaram Flávio como mais preparado em 11 frentes: saúde, educação, política externa, fortalecimento democrático, infraestrutura, emprego, economia e inflação, tributação, combate à corrupção, segurança pública e controle orçamentário. O senador atinge vantagem de dez pontos percentuais nas pastas de criminalidade e responsabilidade fiscal, além de sete pontos em gestão econômica. Os concorrentes empatam apenas nos eixos de preservação ambiental e superação da pobreza e desigualdade.
O levantamento realizou 5.026 entrevistas em ambiente digital no período de 3 a 8 de outubro. A margem de erro estimada é de um ponto percentual para mais ou para menos, sob intervalo de confiança de 95%. O estudo consta nos registros da Justiça Eleitoral sob o protocolo BR-03663/2026.








