Uma mulher, cuja identidade não foi revelada pelas autoridades, apresentou-se à Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) nesta quinta-feira (5) e admitiu ter esfaqueado Jucinei Ribeiro da Silva, de 42 anos. O crime ocorreu no último final de semana em Várzea Grande, na região metropolitana de Cuiabá, e a suspeita estava acompanhada de seu advogado no momento da confissão.
A dinâmica do crime e a medida protetiva
Conforme apurado pela polícia, o casal mantinha um relacionamento há alguns meses, porém a situação era marcada por conflitos legais. Em 20 de outubro, a mulher havia obtido uma medida protetiva contra Jucinei. Segundo o relato prestado por ela em depoimento, a vítima teria chegado ao local visivelmente alterada, sob o efeito de substâncias entorpecentes e bebidas alcoólicas, momento em que teria tentado enforcá-la. A suspeita afirmou que, ao encontrar uma faca próxima, utilizou o objeto para golpear o homem duas vezes na região da barriga, fugindo do local logo em seguida.
Investigação sobre disparos de arma de fogo
Além da confissão de esfaqueamento, a DHPP trabalha para esclarecer relatos de tiros ouvidos na região onde o corpo foi encontrado. O cadáver de Jucinei foi localizado na manhã de domingo (1º), em frente a uma residência no bairro Capela do Piçarrão, com o óbito sendo constatado pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).
Sobre o episódio dos disparos, a mulher trouxe uma nova perspectiva ao caso. Em seu depoimento, ela relatou que, logo após o desfecho fatal do confronto, avistou indivíduos em motocicletas que teriam efetuado disparos em sua direção. A mulher também levantou a suspeita de que essas pessoas seriam familiares de Jucinei.
Andamento do inquérito policial
O delegado responsável pelo caso, Bruno Abreu, confirmou que a mulher foi liberada após prestar esclarecimentos, uma vez que se apresentou voluntariamente. A tese de legítima defesa apresentada pela investigada ainda é o foco central das diligências. A polícia segue apurando as circunstâncias dos tiros e se há, de fato, relação direta entre os disparos e o homicídio de Jucinei, mantendo o caso sob sigilo investigativo na DHPP.









