O mercado financeiro brasileiro encerrou esta terça-feira (3) em baixa generalizada, com a moeda norte-americana registrando forte valorização e a bolsa de valores ampliando as perdas após a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Cotação do dólar e desempenho da bolsa O câmbio fechou o dia com alta de 0,74%, cotado a R$ 5,486, após tocar a máxima de R$ 5,509 por volta das 13h50. No cenário acionário, o Ibovespa recuou 1,42% e terminou a sessão aos 165.528,92 pontos, atingindo o menor patamar desde janeiro após acumular seis quedas consecutivas.
Fatores de pressão no cenário interno As negociações foram fortemente influenciadas pelas dúvidas persistentes em relação à política fiscal do governo e pelas expectativas para o anúncio do Comitê de Política Monetária (Copom) a respeito da taxa Selic. Pela manhã, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que as propostas de Lara Resende apresentam deficiências e não estão em discussão no governo.
Repercussão internacional e o mercado de ações Enquanto o índice DXY subia 0,13% no exterior, as principais ações da bolsa brasileira, como Petrobras e Vale, pressionaram o índice para baixo, refletindo ajustes nas commodities e o clima de cautela global com as eleições de meio de mandato nos Estados Unidos.
Expectativas para a inflação e juros O boletim Focus divulgado no mesmo dia elevou as projeções para a inflação de 2027 e revisou para cima a estimativa da taxa Selic ao final do próximo período, mantendo o mercado em alerta máximo para os próximos rumos da economia nacional.
A instabilidade econômica atual reflete um momento de transição delicado, onde a cautela fiscal e as decisões monetárias continuarão ditando o ritmo dos negócios no país.









